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Incógnito (part. J. Ariais)

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Lyrics

Incógnito (part. J. Ariais)

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As lembrança assombra, rouba o sono

Olhar vago, o vazio é intenso

Minha filha chorando, pedindo socorro

Meu pior pesadelo!

Que que eu ainda tô fazendo aqui?

Insistindo no erro

Cego buscando conforto em aprovação dos outros

Ciente do efeito placebo no ego

Tudo é passageiro e meu peito sabe

Mesmo assim insiste em acreditar

Esqueceu do covarde

Que a mão que agradece e aplaude

Amanhã é a que quer te matar?

As rua tão vazia, cadê os moleque?

Traz de volta o passado

E me livra do carma do andar solitário

Legado do otário que achava ser sábio

A certeza condena a tristeza

E a verdade traz a solidão

Entre a auto sentença e a dispensa

Sem confiar nem no próprio coração, não

Pior não foi a última decisão

Quando a melhor conclusão foi fugir

Foi varar madrugada no sereno frio

Descobri que não tinha nem pra onde ir!

Minha filha sorri, me dá um abraço

Me salva do suicídio lento

Faz eu esquecer essa saudade de que

Que me mata por dentro

Só eu sei que é por trás do silêncio

Que antecede a maldade do tiro

Sorte deles foi eu ter vocês

Pra no ódio manter o equilíbrio!

Às vezes o fim de tudo me parece justo

E dá sentido aos veneno

O foda é que nem sempre

A angústia dá espaço pra calma

Pra justiça do tempo

Essa porra me rouba a paz memo, tru

Cê nem imagina, a cabeça tá a mil

E as noite já não proporciona descanso a uns dia, tio

Que as minhas dores curem chorando sozinho

Cercado de insatisfação, conversando com os livros

Eu sei como se sente

Lembro da gente, e tudo que não deu pra ser

Será que ainda pensa em mim, como penso em você

E há quem o diga que é fácil condenar teu sorriso

Atribui a sorte, as insônias, os corre, vai passar batido

Errei pa carai tio, mas foi tentando acertar

Só que o tempo é falho também

Não analisa intenções, não vai perdoar

Não temo o tiro que vem pelas costas

Um dia ajudou concluir

Que amigo é dinheiro no bolso

Como a vida inteira eu ouvi!

Tudo é história, vira passado

E se esquece, é como não existir

Sei o quanto enlouquece, me faz me odiar

Acostumar com a sua falta aqui!

Um dia talvez ainda lembre de um momento, ou do que passou

Inventando sentidos pra vida, quando outra vez o céu silenciou

E ainda acham que sabem

Quantas noites tudo me custou

Convictos hábeis julgam

Quando nem eu sei direito o que sou

O amor virou negócios?

O que não são negócios?

O que um dia foi paz não me deixam dormir

Se divide entre paixão e ódio

Me questionando: Porque tanto me importo

Quando ninguém mais quer saber?

No receio que as luzes acendam

Com medo do que possa ver

Trás de volta o passado, hoje eu só quero ir pra rua

Pintar um campinho, montar com as madeira uns golzinho

Matar a tarde nuns racha de dupla

Uma rampa pras bike, pros skate

Com os madeirite de construção

Esquecer de dinheiro, de corre, de toda essa porra

Que sempre acaba em frustração

Na prisão perpétua dos lares, refugiado no isolamento

Na fuga entre copos e bares, trocando a vida por um momento

O fim é o memo, parece o memo!

Pô, dá um tempo, essas filosofia ainda me mata

Amargando saudade de tudo que isso foi um dia

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