Adão da Viola e Irço Freitas
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Invernada do Tempo

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Adão da Viola e Irço Freitas visibility1 visits
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Lyrics

Invernada do Tempo

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Eu gostaria que voltasse novamente

Um pedacinho do que era o sertão

Para que alguém se deparasse com a verdade

E ver de perto carro de boi no estradão

Carro e carreiro sussurrando nas manhãs

E o tinido das argolas no ferrão

Este transporte sei que não existe mais

Só resta a história resumida em canção

Carro velho virou lenha e carvão

Assou a carne do mesmo boi que o puxou

Carro velho que não roda nunca mais

E seu carreiro para sempre descansou

Carreiro e boi cada um teve um destino

Depois que os homens transformaram o sertão

Trocando o carro pelas máquinas pesadas

Pobre carreiro morreu sem a profissão

Subiu o morro da invernada do destino

Levando mágoa, desengano e paixão

E os bois cansados que não tiveram salário

Virou churrasco lá na mesa do patrão

Carro velho virou lenha e carvão

Assou a carne do mesmo boi que o puxou

Carro velho que não roda nunca mais

E seu carreiro para sempre descansou

Carreiro triste hoje carreia no infinito

Além das nuvens para sempre foi morar

Grita seus bois no planeta estrelado

Carrega os anjos pelos campos do luar

Aqui na Terra com a grande evolução

Este carreiro não pudesse trabalhar

Carreiro e boi estão na invernada do tempo

Fez o passado para o poeta contar

Carro velho virou lenha e carvão

Assou a carne do mesmo boi que o puxou

Carro velho que não roda nunca mais

E seu carreiro para sempre descansou

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