Anaquim
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Onde Acaba o Oeste

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Lyrics

Onde Acaba o Oeste

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Vou a galope perseguindo uma miragem

Esboçada ao fundo entre a poeira e o horizonte

Não sei se a vejo, essa miragem de miragem

Mas se abrandar perco a razão de andar a monte

Passo por estradas, desertos, desfiladeiros

Passo certeiro, passo num passo apressado

Passo por hóspede onde os outros chamam casa

Passo por casas, sendo sempre forasteiro

Não vou parar, não posso! E se me esqueço

Destes contornos que tento levar guardados?

E se me encanto, me embebedo e adormeço

E envelheço neste sítio conformado?

Não vou parar, não posso, não poderia!

Raiou o dia e até parto no silêncio

Haverá relva bem mais verde noutros campos

E estou tão certo que o engano me domina

Vou a galope perseguida por fobias,

Há vários dias que as sei no meu encalço

Já não a vejo, esta fobia de fobias

Mas se abrandar esse descanso surge falso

Passo por pedras e montes, passo no escuro

Passo inseguro, passo num passo apressado

Passo em naufrágio pelas âncoras dos barcos

Passo em refúgios sempre em modo de batalha

Não vou parar, não posso! E se me apanham

Esses contornos que em mim levo guardados?

E se adormeço, envelheço e me encanto

Neste recanto que de simples me conquista?

Não vou parar, não posso, não poderia!

Raiou o dia e até parto na penumbra

Não se vislumbram cavaleiros da cobrança

Mas só na dança de fugir tenho o alívio

Talvez me chorem não por mais que algumas horas,

Bato as esporas, já me lembro o que me move

Era a miragem da miragem da miragem,

Velho fantasma que me leva a gente viva

Talvez me chorem não por mais do que um momento,

Voltou o vento, já me lembro o seu prenúncio

Era a fobia da fobia das fobias,

Velho fantasma que me leva a gente viva

Talvez me chorem por saberem ao que parto

Ou me agarrem por me verem cá no fundo

Esta fobia de não ter uma miragem,

Velho fantasma que me leva todo o mundo

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