André Teixeira
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Monumento

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Lyrics

Monumento

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Peço licença pra este canto galponeiro

Que, estropiado do asfalto da cidade

Se empotreirou num arrabalde povoeiro

E, da campanha, se adelgaça de saudade

Peço licença pra que ele seja escutado

N’algum galpão d'uma estância macharrona

Na sintonia de algum rádio enfumaçado

Que se abaguala mesclando chiar de cambona

Na sintonia de algum rádio enfumaçado

Que se abaguala mesclando chiar de cambona

Canto de pátria, destapado no atropelo

Do semaneiro que reponta a recolhida

Buscando a volta num piqueteiro de em pêlo

Trazendo a grito a cavalhada pra lida

Buscando a volta num piqueteiro de em pêlo

Trazendo a grito a cavalhada pra lida

Tantas imagens que a minha querência pinta

E se eternizam na goela dos cantadores

São mais gaúchas se um peão de estância requinta

E também canta balanceando nos fiadores

Tantas imagens que a minha querência pinta

E se eternizam na goela dos cantadores

São mais gaúchas se um peão de estância requinta

E também canta balanceando nos fiadores

São mais gaúchas se um peão de estância requinta

E também canta balanceando nos fiadores

História antiga rabiscada c'o as rosetas

Dos que ainda arrastam esporas por estes fundos

E não aceitam que a evolução se intrometa

Mudando o canto mais genuíno do mundo

Por isso, eu venho, senhores, pedir licença

E pra dizer que eu tô de garrão trancado

Pela defesa da verdade desta crença

Que me garante cantar de chapéu tapeado

Pela defesa da verdade desta crença

Que me garante cantar de chapéu tapeado

Que o meu Rio Grande que tem tradição na estampa

Seja crioulo pra o resto da eternidade

Seja o gaúcho, um monumento da pampa

Que o resto eu canto sem perder a identidade

Que o meu Rio Grande que tem tradição na estampa

Seja crioulo pra o resto da eternidade

Seja o gaúcho, um monumento da pampa

Que o resto eu canto sem perder a identidade

Seja o gaúcho, um monumento da pampa

Que o resto eu canto sem perder a identidade

Que o resto eu canto sem perder a identidade

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