Ataque Beliz
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A Poesia

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Lyrics

A Poesia

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Ela diz tudo

E de tudo se extrai:

Quem vem. Quem vai.

Entrada e saída

A vi ser extraída

Da morte e da vida

A vi saltar de lábios trêmulos

Frente a cruzes. Túmulos...

Luto.

Gravada na pedra:

Tumulto!

A quem não domina os códigos:

Insulto.

Da parte daquele que se diz culto.

Nem sei por que discuto.

Se ela nasce da necessidade

Da expressão, da sensibilidade.

Não nasce da mentira, assim sendo verdade.

Que a mera combinação verbal é pura vaidade.

O mais letrado letrista

Por mais que tente e insista.

E seja polemico

Jamais dela fará um simples fruto acadêmico.

Digo a ele:

Vide Patativa do Assaré.

D?onde vários que a cultivam e cultuam

Tem debaixo do pé apenas o chão batido

Filhos do semi-árido

Olhares semi-ávidos

Retirantes em aquarela gravados.

Ou apenas registrados por Sebastião Salgado.

O que será que será...?

Ela esta lá.

No encontro da noite com o dia

No encontro do céu com o mar

É bem fácil falar que ela esta aqui.

Mas tem que ter sensibilidade na alma pra extrair.

Universo do poeta

De traços e sutilezas

Demasiadamente,

Apaga, pensa e refaz

Rabiscos que em cada detalhe

Pinta o mundo

Contagia a alma

Interpreta uma dor

Relembra um amor, que se encantou

Derrama ao vão

Sorriso, atenção

Que sacia o ego, os impulsos

Liricamente, traz o calor

Que falta aos hemisférios

De um coração sofrido

Que procura entender

O motivo de sua tristeza

E desabafa seu pranto

Borrando toda sua beleza

umedecendo o cantinho

Que lhe tem toda atenção

Um mar de palavras profundas, sinceras

Excitantes?

Que se encanta com a melodia

E a quem lhe convida para uma dança exuberante

Uma mistura fina mas doce

Cena teatral, atração que emposse

Frases que naturalmente nascem

Em folhas, pensamentos

Que faz em você, também em mim

Sentir a transparência

De viver pelo menos em papel

Uma vida de sonhos e desejos

?Mais uma vez senti vontade de tocar o céu...".

Linhas seguidas de espaço

Espaço seguido de linhas

Que outrora vazias estavam

Mas que no seguinte momento nascia

Representada por letras tortas uma poesia

Adjetivos e verbos se dão no então presente momento

Completam as linhas

E eu com escritas desajeitadas as revestia

Dando vida a o que não existia

Às pressas as molho com lágrimas

Papel, tinta, espaço e linhas.

Sem exitar as recebe

Absorvendo tudo que vinha

Borrando e juntando tudo quanto eu escrevia

E nela pude dizer e escrever

Com vários modos de ter inspiração

Em cada frase com profundidade ou não

Trouxe o que era escrito a visão

Na melhor resolução

Então me pude entender

E o inexplicável pro que via era ver

O que sentia simplesmente pelo que escrevia

E assim nascia

Relações eternas entre eu e a poesia

Seladas com tintas e lágrimas no papel

Sentia vivas as palavras antes lidas

Em literaturas de cordel

Nasciam frases sublimes que fizeram meus pensamentos

Voarem como aves no mais alto céu

Disse tudo e escrevi

E de quase tudo que disse anotei e nem li

E agora que todas são uma nem sei como resumir

O estranho é que tudo que escrevi

Seria importante que ouvistes

Pois verias o que vi

Somente com os olhos da mente entenderia

o que com a poesia eu senti

Paz, ódio, amor com a poesia

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