Blek & Penkal
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Adverso

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Lyrics

Adverso

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Quem eu sou? Eu não sei

Aonde eu vou? Também não sei

No role desmoronei

E no rap eu me encontrei

No meio desse role tentando achar uma explicação

Por que me sinto tão sozinho no meio da multidão

Tentando me forçar a não ter ninguém o coração

Com todo esse falso prazer me afogando em aflição

Já cansei de ficar rodeado de mina que só quer meter

Pessoas de plastico que não são o que querem ser

Tô cansado de falar e ninguém me entender

Mas é aos poucos que me entendem que eu volto a escrever

Em meio à esse caos em conflito com a minha mente

Tentando me encontrar mas me vejo ausente

Tentando voltar pro mundo que se encontra a minha frente

Mas esse mundo só me traz pra esse inferno novamente

A cada madrugada me encontro mais errado

Procurando algum prazer nesse ninho de pecado

Mas como me livrar se esse é meu refugio

Consciência limpa com meu espírito cada vez mais sujo

Fugindo da realidade com psicoativos

Com goles e drogas se tornando curativos

Baile lotado, copo cheio e mente nunca vazia

Pensando até onde vou chegar em buscar de alegria

Cheguei nesse caos olhando ao redor só desespero

Mataram um inocente e o pior, não é o primeiro

Desespero e pavor se espalhando no ar

Medo e temor se encontra no olhar

Pra vida real procuro ponte e só encontro muro

Mas das feridas diárias é aqui que eu me curo

Me entorpecendo no presente sem pensar no futuro

Mas depois de um role já não me sinto mais tão puro

Cheguei até aqui e nem sei o que eu procuro

Mas pra eu não desabar é aqui que eu me seguro

Vejo tanta gente e é ai que eu me misturo

E no final acabo sendo só uma sombra no escuro

Quem eu sou? Eu não sei

Aonde eu vou? Também não sei

No role desmoronei

E no rap eu me encontrei

Quem eu sou? Eu não sei

Aonde eu vou? Também não sei

No role desmoronei

E no rap eu me encontrei

Me encontrei mas me perdi novamente

Conflitos tão loucos que nem o Blek entende

Sei quem são os braços mas a mão ninguém estende

Com a mente a milhão, ao que se rende?

Rente ao meio fio

Onde tem vários caídos tio, quem viu viu

Se o medo habita os ossos, sigo frio

E o que guardei pra mim é o que tenho refletido

Peso na consciência deixa o peito abatido

Eu e eu sozinho entro em conflito

Sozinho, dificulta o convívio

Com a fumaça saindo, sinto um alívio

E o peito leve

Eu no caos

A paz de greve

Me sinto em maus

Porque a sobriedade ta distante

Voei no breu, me estourei foi no restante

E alguém morreu

Sei que era um semelhante

Colo no Santão, em cada olhar vejo tristeza no semblante

No copo escorre o álcool mas na rua escorre o sangue

Nem vem cola com nós, sei que você não aguenta o bang

Por fora o que dói é a morte dos amigo

Por dentro eu sei, corrói, sempre aflito

E com dispo pra troca

É, postura eles me cobra

Portando postura de cobra

Aqui é nós por nós é só a rua que me cobra

Em terra de cobra cega

Não mata mas amola a foice, é o que alega?

Aqui em cada rosto eu só vejo aversão

Juntei minhas neurose e joguei nesse refrão

Mas em cada gole cê busca aceitação

Eu em cada verso busco seu coração

Eu quero fazer um som, vocês quer fazer fumaça

A diferença é que o som fica e sua brisa passa, parça

Foco nisso pra me manter eterno

Foco no fogo enquanto queima meu caderno

A parte que me mata e a parte que me separa

Dualidade é quem escolhe quem dispara

Insanidade de quem da tapa na cara

Contra a afronta de quem da a cara a tapa

Sem medo e em sintonia com o universo

Se paro pra pensar, sozinho eu tô disperso

Astral insano, nem aguento os meus verso

Vazio por dentro faz nos sermos adversos

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