Buster
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Aleixo

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Lyrics

Aleixo

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A morte respira-me na cara, enquanto me oferece chapada

Mas eu agarro-me à vida de cabeça levantada

Já agarrei em sacos, o que meteu muitos nas prisões

Para ter sacos de comida e algumas condições

Lá em casa, e quando a bófia aparece

Vigilante noturno que à noite desaparece

Nem todo o ilusionista revela o seu segredo

Pedi: Levantem a mão quem está no desemprego

Parecia uma festa de rap, todos com a mão no ar

Quem vai ao mar perde o lugar, muitos nem sabem nadar

Não há colete que salve a vida a quem se tiver a afogar

Não te tentes afirmar, porque páras com os mais velhos

Algumas curvas têm esquinas, miúdos sem rodeios

Matilhas com armadilhas, tu vê em quem confias

Metem-te no quarto escuro, à espera que atrofies

Levas com tantos estalos até que tu te chibes

Lá na zona é mais de 100

Vivem sempre além

Quando gritam: Chapa Nova!

Tu perguntas: Quem vem?

Vem de roda no ar

Não vale puxar travão

Um canhão na boca

Com dois pits na mão

Vem de roda no ar

Não vale puxar travão

Um canhão na boca

Com dois pits na mão

Mano, tu pões os óculos e eles miram com binóculos

E a bófia tira fotos

Mais um pr’á investigação, perguntam-te onde vem o dinheiro?

Vem das viagens da Holanda aos rés de chão

(Shiu)

Tu não podes, tu não podes falar disso

Tu não podes, tu não podes falar disso

Mas eu falo do que eu vivo do que eu sinto

Eu não minto, eu recito sem papas na língua

Sobre línguas depravadas

Quantas vidas salvas

À pala de armas encravadas, outras tantas enterradas?

Acto que não compensa, pensa, agora sopras velas

Fechado em celas, vinte e cinco primaveras

O dinheiro fica escasso nesse quarto sem espaço

Enterrado na lama

Eles lançam os foguetes

Mas tu só apanhas cana e família no Natal

Só por vídeo chamada

Vês agora quem te ama

Lá na zona é mais de 100

Vivem sempre além

Quando gritam: Chapa Nova!

Tu perguntas: Quem vem?

Vem de roda no ar

Não vale puxar travão

Um canhão na boca

Com dois pits na mão

Vem de roda no ar

Não vale puxar travão

Um canhão na boca

Com dois pits na mão

Manos arriscam a vida para ter uma bela vista

Quantas noites mal dormidas, fechadas na Bela vista?

Aqui só comem carne porque o peixe vira escama

Misturada com bica, depois vendida à grama

Encostados lá no bairro como elevadores do prédio

Já foram pequenos, apertados, grandes e largos

Já subiram e desceram e agora estão parados

Miúdos ostentam a roupa e comem a Pala do Sase

Burlar o sistema desde a média classe

Segurança social tipo agência publicitária

Só observam o terreno sentados numa secretária

Emprenham pelos ouvidos, ficam comovidos

Com lágrimas de crocodilos

Não analisa nem pesquisa

Dá nega a quem precisa, financia quem

Está com a cona alapada no café sem fazer nada

Pois é ela quem vigia, dá serrote todo dia

Lá na zona é mais de 100

Vivem sempre além

Quando gritam: Chapa Nova!

Tu perguntas: Quem vem?

Vem de roda no ar

Não vale puxar travão

Um canhão na boca

Com dois pits na mão

Vem de roda no ar

Não vale puxar travão

Um canhão na boca

Com dois pits na mão

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