Carlos Eduardo Taddeo
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Banco Dos Réus

Banco Dos Réus lyrics by Carlos Eduardo Taddeo. Até que enfim, boa notícia do advogado Depois de 2 anos de CDP meu julgamento foi marcado Pelo Conselho...

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Banco Dos Réus

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Até que enfim, boa notícia do advogado

Depois de 2 anos de CDP meu julgamento foi marcado

Pelo Conselho Nacional de Justiça

Tinha que ter tido uma audiência em 90 dias

Sem um Golf no nome pra fazer permuta

Fiquei refém da inoperância da Defensoria Pública

Os 1200 reais pelo meu caso

Não motivaram porta-de-cadeia nomeado

Tô no 1-2-1 de um cagueta que perdeu os olhos

Sou inocente mas uma denúncia me envolveu no óbito

Onde assinam 33 por dinheiro trocado

Favelado é culpado até provado o contrário

Chego no fórum da Barra Funda quase inconsciente

Pelas sessões de espancamento feitas pelos agentes

Propositalmente tô de calça bege e algema

Pra gerar no júri influência, tendência à sentença

Sento no banco na arena com dois PM do lado

Aqui sou material didático pra estagiário

Vejo nos sete jurados com ar finlandês

Ódio de classe pulsante do ideário burguês

Excluído não é ser humano no tribunal

É só a personificação de uma ficha criminal

Não existe Deusa Justícia de olhos vendados

A minha chance é de um Tútsi em Ruanda em 94

Pobre no banco dos réus é ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Pobre no banco dos réus é ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Pobre no banco dos réus é ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Pobre no banco dos réus é ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Me sinto num ritual de evocação de espíritos

Vejo Ted Bundy, Charles Manson, Andriy Chikatilo

Zodíaco, Ed Gein, Vasili Komaroff

E organizando a festa Pedro Alonso Lopez

A testemunha de acusação é forjada

Safado tá me entregando na delação premiada

Sou outro dos 50 mil acusados de assassinato

Que o MP ofereceu denúncia de sorriso estampado

A commodity do mercado sem nenhum valor

Que a partir de agora vai ser degolada pelo promotor:

Duas horas de veneno da língua peçonhenta

Já quero enforcá-lo com a corda da vestimenta

Queria ver sua coragem, ar de superioridade

No alto do morro, na conferência do debate

Sem nenhum conhecimento sobre direito

Cada jurado julga conforme seus preconceitos

Me condenam pela condição de favelado

Pelas passagens e feição em comum do retrato falado

Princípio do contraditório e da ampla defesa

Não é direito dos que assombram a máfia burguesa

A meta da nova corte de Pilatos

É sacrificar quem não pode comprar recurso milionário

A má vontade na hora do defensor me fez entender

Porque eles surgem enrolados em tapetes no Tietê

Pobre no banco dos réus é a ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Pobre no banco dos réus é a ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Pobre no banco dos réus é a ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Pobre no banco dos réus é a ração pro estado

Só um milagre evita meu nome no hall dos condenados

Juiz que vê no Google Maps bolsão de miséria

Não tem moral pra condenar um da favela

Pelos 44% sem julgamento no sistema

Os magistrados mereciam Guantánamo como pena

O preso que esfaqueia o carcereiro na vesícula

É o que roubaram o direito da colônia agrícola

Transformar a vítima em algoz é tática do Depen

E esse é um dado omitido pelo Infopen

Se por milagre no final for absolvido

Devia ficar com o nome limpo e ser ressarcido

Não podia passar batido a distância da família

Provocada pelos flagrantes forjados da polícia

Os jurados vão pra sala secreta, voltam com o veredicto

Sei que é decisão unânime, tô fodido

Sem piedade culpado, sádico, dó do castigo

Não se importa com a minha mulher na platéia assistindo

Seu sofrimento é alimento pro cuzão

Que sentencia à 25 de condenação

Conseguiram mais uma senhora com droga moqueada

Pro marido preso fazer moeda pra cesta básica

Ampliaram a chance de C4 na Ataliba Leonel

Mandar funcionário do SAP em pedaços pro céu

País que faz do judiciário instrumento de vingança

Merece lágrimas por trás das lentes Dolce & Gabbana

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