César Oliveira e Rogério Melo
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Milonga Maragata

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Lyrics

Milonga Maragata

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Sou herança de Maragato, a velha raça caudilha

Tenho sangue farroupilha galopando em minhas veias

Nos arrancos de trinta e cinco, andei trilhando coxilhas

Enredado nas flechilhas, tramando aço em peleias

Chiripá de saco branco, lenço atado e meia espalda

E uma vincha que se esbalda na melena esgadelhada

Na cintura, a carniceira, companheira de degola

E um quarenta de argola pra garantir a cuerada

Carcaça de puro cerne forjada em têmpera guapa

Com a rude estampa farrapa, plantei tenência de mau

E a descendência da raça, semeei no eco do berro

Brincando de tercear ferro com chimango e pica-pau

Relampeia ferro branco, também troveja a garrucha

Nesta milonga gaúcha que, por taura, não se enleia

Peleia dando risada porque o macho se conhece

Porque o macho se conhece é atrás do S da adaga

Relampeia ferro branco, também troveja a garrucha

Nesta milonga gaúcha que, por taura, não se enleia

Peleia dando risada porque o macho se conhece

Porque o macho se conhece é atrás do S da adaga

Debaixo do tempo feio, só a coragem sustenta

Pode faltar ferramenta, mas sobra fibra guerreira

Pois quem herda a procedência do nobre sangue farrapo

Só morre queimando trapo peleando pelas ladeiras

Com o instinto libertário e o tino de um fronteiro

Eu era um clarim guerreiro pondo em forma o Rio Grande

Pois a grito e pelegaço, fiz a pátria que pertenço

Cabrestear para um lenço maragateado de sangue

Relampeia ferro branco, também troveja a garrucha

Nesta milonga gaúcha que, por taura, não se enleia

Peleia dando risada porque o macho se conhece

Porque o macho se conhece é atrás do S da adaga

Relampeia ferro branco, também troveja a garrucha

Nesta milonga gaúcha que, por taura, não se enleia

Peleia dando risada porque o macho se conhece

Porque o macho se conhece é atrás do S da adaga

É atrás do S da adaga, é atrás do S da adaga

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