Clãnordestementeafro
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Clãnordestementeafro
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Clãnordestementeafro, nordestementeafro
Primeira infantaria, Clã Nordestino, tropa guerrilheira da periferia
Clãnordestementeafro, nordestementeafro
Eu sou periferia, a peste negra, a verdadeira faceta da indignação
Clãnordestementeafro, pretitude resistente da periferia
Favelafro e companhia
Infantaria de rua, tropa guerrilheira
Clã Nordestino militância sem fronteiras
Vou destilando o veneno com o poder da palavra
A verdadeira faceta de alma engatilhada
Como é que g, o, g original r, a, p nacional
Vai demarcando o terreno em busca da p, a, z mundial
Sempre mantendo o controle
Declaro o fim dos senhores para a vida inteira
Acenda os refletores, vou hasteando a bandeira
Revolução socialista afro brasileira
Aqui não é brincadeira
Saúde aqui não convém
Rebelião na FEBEM
E o fogo se altera
Demônios na favela
Sobreviver no socorrão é o mesmo que tá na merda
Desemprego aperta
Que porra de salário
Governo salafrário
A burguesia já matou milhões dos nossos irmãos, caralho
Pode acreditar que ela é o cão
Para o nosso povo
Desgraçadamente nos obrigam a jogar o jogo brutal
O predador e a caça posto no mesmo quintal
Hemorragia internal
A televisão, principal mal da doença cerebral
Como se já não bastasse lavradores morrem todos os dias
Cotidiano rural
Crime social
Ataques de surpresa
Vítimas indefesas
Tudo acontece por aqui com extrema frieza
Latifundiário tu não tem mais jeito
Tua alma está no inferno
Lúcifer, do lado esquerdo do teu peito
E o Lúcifer, do lado esquerdo do teu peito
Filha da puta
Clãnordestementeafro, nordestementeafro
Primeira infantaria, Clã Nordestino, tropa guerrilheira da periferia
Clãnordestementeafro, nordestementeafro
Eu sou periferia, a peste negra, a verdadeira faceta da indignação
Aí, minha negritude é
Viciada, é
Por justiça pura
A favela ainda é o alvo da polícia, truta
A puta pátria não
Não mostra a cura
Pra suas próprias doenças
Gavião aqui, irmão, é a consequência
A justiça só entende a linguagem da violência
Em pedrinhas infinitas, sentenças
Preto Bob aliado
É competência
O bate papo com os malucos
O choro eu escuto
A lágrima que desce de quem quer mudar
No peito a saudade
De quem quer retornar
Tomar a bênção aqui fora, aos orixás
Voltar a ser um membro da maior periferia do Brasil
Nordeste!
Pode crê, moleque, vê se não concede
Não abre mão de nenhuma vírgula
Um povo de atitude pro sistema é problema
Clã Nordestino em cena
Problema, problema
Pode crê
O pesado é real, longe da tela da TV Preto Nando, na moral
Poeta negro periférico - bélico
Na recruta de soldados pro exército
Sou descendente de um pai analfabeto
Hoje ao inverso
Eu escrevo a história do jeito mais correto
Confronto aberto sempre existiu
Periferia versus burguesia no Brasil
Inevitavelmente
A caminho da paz
Nenhum minuto a menos
Nenhum minuto a mais
Neonazista de gravata puto
Seus parentes sorridentes estão de luto
Tira o capuz satã
Ku klu klax
Versão sul-americana
E mostra a tua cara de santo sacana
Juventude agitada
Não mais controlada
A chama sagrada queima dentro de mim
Nós não somos mais os mesmos e sabemos bem disso
Quem matou Jesus?
Foram os putos ricos
Pode crê
Sepultamentos secretos
Leitura e documentos de lá pra cá
Desde 1500
República de Palmares
Campo de treinamento
O alvo da favela, os cães do parlamento
São eles que promovem a miséria daqui
São eles que impedem o nosso povo de subir
Mais aí
No núcleo do teu crânio, canalha
Ainda irei te perseguir
Durante muitos anos
Até que um dia nós possamos te crucificar
Em plena praça pública
Clãnordestementeafro, nordestementeafro
Primeira infantaria, Clã Nordestino, tropa guerrilheira da periferia
Clãnordestementeafro, nordestementeafro
Eu sou periferia, a peste negra, a verdadeira faceta da indignação
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