Criolo
Lyric guide

Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento)

Read Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento) lyrics by Criolo on LyroVerse, with linked artist context and related song paths.

Criolo visibility2 visits Video on page
person Curated by Ethan Walker LyroVerse team
Reference snapshot

The page facts to cite before the commentary

Use this page for the lyric text, linked artist context, and any LyroVerse editor's note attached to the song. Listener comments remain user-generated and should not be treated as the primary source.

Page type: lyric reference Artist: Criolo Canonical path: /criolo/me-corte-na-boca-do-ceu-a-morte-nao-pede-perdao-part-milton-nascimento Related lyric paths: 6 Video embedded: yes
Lyrics

Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento)

The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.

Me corte na boca do céu a morte não pede perdão

É o tambor desse destino oblíquo na palma da mão

Abre a porta da Lua laranja aos montes quem lhe manjara

É que essa ponta solta é fumaça e chave que chapa a cara

Se os corais tivessem braços e pernas, pegariam em armas

Pra travar guerra civil com a terra fuzil de sub aquática

O estado acusa o golpe, fogueteiro não dá vacilo

E o que a faca arranca da cobra, dorme na zoeira do guizo

A mãe preta no barraco o mundo é injusto

Porque só sobrou pra ela o balaio do peso do amor

E eu me vesti de solidão, me vesti de solidão

E eu vou pro meio da rua, carnaval é multidão

Fantasia pra alegoria, teu posto é só uma ilusão

Há uma vaga em aberto na embaixada, há podridão

(E eu?)

Sem Deus no coração sou só uma unidade de carvão

E o menino carvoeiro na fé que move a nação

Ao ateu a reza e ao rezado a razão

E que no aterro da desgraça suba o cheiro da comunhão

Soldado morre na guerra do tráfico seu pai perguntou

Porque nobre não manda seu filho pra morrer com anel de doutor?

Na biqueira o outro filho com quem o irmão soldado trocou

Esticado em duas valas, dois filhos, um pai chorou

É que aqui só morre pobre, isso a TV não mostrou

Ou mostrou e eu nem percebi do sofismo que impregnou

Eu me vesti de solidão, me vesti de solidão

Eu vou pro meio da rua, carnaval é multidão

Fantasia pra alegoria, teu posto é só uma ilusão

Há uma vaga em aberto na embaixada há podridão

Eu me vesti de solidão, me vesti de solidão

Eu vou pro meio da rua, carnaval é multidão

Fantasia pra alegoria, teu posto é só uma ilusão

Há uma vaga em aberto na embaixada há podridão

Quick answers

What this page can answer fast

Who performs "Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento)"?

Criolo performs "Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento)", and this lyric page sits inside the Criolo catalog on LyroVerse.

Are there related songs to explore after "Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento)"?

Yes. The related section below points to A Real and Ainda Há Tempo with a short reason for opening each page next.

Where can I find more songs by Criolo?

Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Criolo's lyric pages.

Song Room

Interpretations, questions, and corrections for this song

Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.

Open Song Room
0 followers Selected insights only surface after moderation
Listener comments

What people are saying

0 comments
Add a short interpretation or memory

A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.

Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.

No listener comments on Me Corte Na Boca do Céu, a Morte Não Pede Perdão (part. Milton Nascimento) yet.