Sai da Bota (part. Sandrão, Sombra e Tio Fresh)
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Sai da Bota (part. Sandrão, Sombra e Tio Fresh)
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Invisível, pra despistar o zé povin
Quem vê muito B.O. no próximo é que se sente sozin
Do lado de casa procurando green
Zika saia de mim, zika saia de mim
Desligada, de quebrada, quem não assusta
Já no primeiro encontro te chuta
Três pinos forjados ao bolso lateral da blusa
Reclama pro PROCON ou pra polícia da USA
O silêncio do sistema que conforme a cor acusa
E o tal senado jamais preocupado por quem é inocente
A geração que viveu um golpe de estado
Quanto preto inocente aprisionado
Enquanto o seu zé luta pra ter um trabalho
Alguém com seu imposto no banheiro dá um raio
Aflito entre a igreja e o crime
Sempre foi triste o filme
O engano fardado, forçando seu regime
São ratos, aranhas escondidas no sapato
Pilantras, sempre tocando no seu ponto fraco
Armadilha, arapuca, quem dele precisa não ajuda
E se não acha um flagrante, te dá multa
Cuidado com os covardes
Sai de mim
Aqui coquetel hip hop usa thin
De montão os irmãos
Colocando a vida em risco
Arrasta o pé no chão
Sai faísca
Não corro risco
Eu vejo o juízo perdendo neguin
Eu vejo o juízo perdendo neguin
Blindagem de mente
Os neurônios no lugar
Não tem dia, não tem hora
Pode crer, é prática
Sagaz versos, o tempo não para
O horário é 4: 20 hora deu ir trabalhar
Gente muito louca
Diz que é blá-blá-blá
Eu e meus irmãos, uma manchete espetacular
O táxi, o uber, não para
Mas o carro dos fardados para os pretos na bala
Quem tem pra gastar, até quem não tem
Na população, quem de nós é o refém?
Pschin... Pschin
Sai da bota
Pschin... Pschin
Balas atravessam portas
Pschin... Pschin
Sai da bota
Pschin... Pschin
Balas atravessam portas
O que eles querem é um vacilo meu
Ae, tô no peão de boa
Os cara embaça na minha raça
Sempre de graça, sem motivo
Ou cheiro da fumaça
Parece os filmes Netflix
Cê toma blitz
Cuidado colete a prova de bala
Pega os kits
É o sistema contra nós
Mas nós tem a voz
Bezerra da Silva falou
Tu é um bicho feroz
Corrompidos pela ganância
Não importa a distância
Vidas não tem importância
Click cleck
Disparo de volta com rima contra eles
Nossa arte, nossa arma
Tem manos que não entende
Criança chora toda hora
Mas estamos vivos
Mão na parede é o caraio
Me dê motivo
Robôzin controlado pelo estado crítico
Vários político blindado
Eu e meus aliados cos advogado
Debatendo até o final
Porque o meu povo tá cansado
Homens da lei, nem vem com essa ditadura
Escurecendo as ideias é só progresso pra cultura
Pschin... Pschin
Sai da bota
Pschin... Pschin
Balas atravessam portas
Pschin... Pschin
Sai da bota
Pschin... Pschin
Balas atravessam portas
O que eles querem é um vacilo meu
Os putos pulam
A embarcação virou
Vim do rap, trap, fura rede
Arrombador de gol
Mal filho à casa retornou
Aqui deixe sua vida
Não me siga onde eu vou
Quem vai lá
Quer estar lá
Eles não sabem voar
Vou cansar
E as roupas vão rasgar
E parar no terraço
Derrubei um disco voador com estilingue
Na laje, no espaço
Nego, paredes estão rachadas
O país está na vala
Até parece um queijo de buraco de bala
Fique esperto otário
Sei que nú e sem salário
Quem enche o bucho na quebrada é Bolsonaro
Lamas e mais lamas tipo água do dilúvio
Vem levando tudo, gueto é sem refúgio
Zona de perigo, uber avisou itinerário
É zika monstra aí depende do horário
Muitos pagam aqui de ricos
Não são reis
Muitos matam e comemoram
E sorriem muito bem
Nesse muito não confie
Guilhotina é sem lei
Sem colete e sem peça, cê tá nessa
Não espero ninguém
Pschin... Pschin
Sai da bota
Pschin... Pschin
Balas atravessam portas
Pschin... Pschin
Sai da bota
Pschin... Pschin
Balas atravessam portas
Assassinos são os homens
Uma mentira de farda vale tipo dez verdades
O povo cercado em perigo
Uma pá de gamba
Devagar no carro cinza
O bicho pega
Que ali polícia não tem dó de você
Não se mexa, obedeça
Woop woop!
That's the sound of da police!
Alô? Alô?
Alô… Aqui é o Mão Branca
Quem?
Mão Branca… Eu liguei pra dizer que
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