Nas Rédeas do Vaqueiro
Read Nas Rédeas do Vaqueiro lyrics by Dudé Viana on LyroVerse, with linked artist context and related song paths.
The page facts to cite before the commentary
Use this page for the lyric text, linked artist context, and any LyroVerse editor's note attached to the song. Listener comments remain user-generated and should not be treated as the primary source.
Nas Rédeas do Vaqueiro
The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.
Quando o Sol abrilhanta o céu claro
O vaqueiro desperta alegremente
Põe logo os arreios no cavalo
E a cela bordada lindamente
Veste a roupa de couro ensebado
O paletó é o gibão todo decente
É couraça e a sua armadura
Pespontado de arreatas na costura
É valente, é peão, é casca dura
É do mato, é do sertão, é consistente
O vaqueiro só vive para o boi
Em função deste boi é que ele vive
E de couro sua roupa sempre foi
Resistente a espinho do perigo
Tem por dentro um forte para-peito
As perneiras e as luvas dedo largos
Alpercatas trançadas a seu jeito
Tem botinas ou sapatão fechados
Galopando no oeste potiguar
Até o Sol ficar todo encarnado
O chapéu de couro na cabeça
Que protege do Sol e do forte golpe
É o símbolo por mais simples que pareça
Da vaquejada, da história e do galope
Também serve de cuia pra beber água
Pra comer o alimento de sustança
Pra quebrar sobre o olho na lambança
Escondendo seu olhar calmo e faceiro
É amor, é emoção o tempo inteiro
São as coisas da vida do vaqueiro
A aridez do clima ele domina
A agressividade da flora é seu enfeite
A periodicidade da seca lhe fascina
A esterilidade do solo é seu leite
Nas serranias desnudas ele acontece
E não é um incipiente domesticado
Essa ingrata região não lhe enternece
Grotas fundas, tabuleiros e chapadas
O cavalo é o companheiro que trabalha
Nas veredas que o sertão lhe fornece
E lá vai ele cuidando do seu gado
Se embrenhado no mato a procura
Do boi que do rebanho separado
Se perdia pela caatinga escura
Ele dorme ao relento sob o céu
Ou na sombra de um pé de juá
Alimentando-se de frutos, broto e mel
Bebendo água das fontes que brotar
Exercitando seus estalos culturais
Com rebanhos, independência e currais
Com essa poeira modelou-se o vaqueiro
Fez-se homem, e quase nem foi criança
Atravessa a vida em artifícios ligeiros
Fez-se forte e prático
Compreendeu-se no combate sem trégua
Cedo encarou a existência tormentosa
No isolamento do ermo ensimesmou-se
Se tornando bárbaro, impetuoso e profundo
O vaqueiro é guerreiro e assim formou-se
Boca da noite se abre e engole o mundo
What this page can answer fast
Who performs "Nas Rédeas do Vaqueiro"?
Dudé Viana performs "Nas Rédeas do Vaqueiro", and this lyric page sits inside the Dudé Viana catalog on LyroVerse.
Are there related songs to explore after "Nas Rédeas do Vaqueiro"?
Yes. The related section below points to A Aurora do Bem Querer and A Mulher Mais Linda with a short reason for opening each page next.
Where can I find more songs by Dudé Viana?
Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Dudé Viana's lyric pages.
Interpretations, questions, and corrections for this song
Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.
What people are saying
No listener comments on Nas Rédeas do Vaqueiro yet.
A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.
Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.