A ilha de Vera Cruz
Que o Cabral descobriu
Era o paraíso verde
Que o progresso destruiu
Depois de quinhentos anos
Com o nome de Brasil
É o reino da impunidade
Com muita gente sem brio
Tanta desonestidade
Que até parece um covil
Quando vai endireitando
Aparece um novo roubo
E quem está no poder
No povo vai dando tombo
É um bando de gaviões
Atacando o mesmo pombo
Trabalhador que reclama
Pode preparar o lombo
Porque a borracha desce
Deixa vergão e calombo
A saúde está doente
A segurança está insegura
A Previdência quebrada
A educação sem cultura
O aumento de tributos
Não existe quem segura
Para tudo falta verba
Tem governante que jura
O mar da corrupção
Ninguém conhece a fundura
Empresário desta terra
São massacrados demais
Porque só tem incentivos
Para as multinacionais
Falência e concordata
Estão enchendo os jornais
Desempregado e sem-teto
Aumentam cada vez mais
A fraqueza da justiça
Fortalece os marginais
O pobre planta a fruta
Mas come casca e caroço
Sofrendo sem esperança
Com a corda no pescoço
O país está chegando
Quase no fundo do poço
Jesus precisa voltar
E fazer outro alvoroço
Trazendo pra essa corja
Chicote de couro grosso
A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.
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