Em Canto e Poesia
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Coração de Poeta

Coração de Poeta lyrics by Em Canto e Poesia. Na madrugada a solidão me invade Só o silêncio é minha companhia A noite é longa, solitária e fria E a mente...

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Lyrics

Coração de Poeta

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Na madrugada a solidão me invade

Só o silêncio é minha companhia

A noite é longa, solitária e fria

E a mente aflita por sentir saudade

Tenho a alma repleta de ansiedade

Dentro do peito, um coração que bate

Descompassado e que, talvez, me mate

Antes dos trinta anos de idade

Se quiseres parar, fique a vontade!

Vais me dar, de presente, a eternidade

Da matéria, o espírito libertar!

Não te incomodes, coração sofrido

Pelos desgostos que tu tens sentido

Já tens razão de querer descansar

Se, um dia, a poesia me sumir da veia

E o senso das metáforas morrer no ar

Terei a sensação da alma que incendeia

E o grande mal dos loucos que não podem amar

Terei que proibir-me do reggae e de ti

Na introspecção, mergulharei de cara

Me esconderei dos sonhos, perderei a tara

E, se me perguntarem, direi que morri

As cordas do ovation irão rebentar!

A voz, presa no peito, fraca, calará

E os mal tocados tons, logo, vão se esquecer

E, quando me lançares ares de piedade

Me esconderei de mim, ante a cruel verdade

Serei a sepultura do meu podre ser

Ser poeta é saber não ser escravo

Da mesmice e do conservadorismo

Impedir de morrer na guilhotina

O boêmio cantor do iluminismo

E lutar até ver cair vencida

A esquadra do vil capitalismo

Se, um dia, a poesia me sumir da veia

E o senso das metáforas morrer no ar

Terei a sensação da alma que incendeia

E o grande mal dos loucos que não podem amar

Terei que proibir-me do reggae e de ti

Na introspecção, mergulharei de cara

Me esconderei dos sonhos, perderei a tara

E, se me perguntarem, direi que morri

As cordas do ovation irão rebentar!

A voz, presa no peito, fraca, calará

E os mal tocados tons, logo, vão se esquecer

E, quando me lançares ares de piedade

Me esconderei de mim, ante a cruel verdade

Serei a sepultura do meu podre ser

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