Samba do Fim do Mundo (part. Fabiana Cozza / Juçara Marçal)
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Samba do Fim do Mundo (part. Fabiana Cozza / Juçara Marçal)
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Ai, somos a contraindicação do carnaval
Nagô do tambor digital
Fênix da cinza de quarta, total
Mst da rede social
Sabendo de onde vêm as crianças, alarma
Assim como cê sabe de onde vem as armas
Grana de judeu, petróleo árabe, negócios
Mas sangue e suor são sempre nossos chefe
Vai ter 157 e 12 lá
Enquanto a UNICEF vier depois das hk
Sem blefe ou teoria, sem teoria cdf
Tudo que não presta, olha pra esse lugar
Os rapper brinca de cafetão, vim tipo um afegão
Estoura o champanhe, ri da própria extinção
Corremos como Alain Prost, prêmio frustração!
Pondo pra baixo, tipo a sombra do ghost
A nova tropicália, velha ditadura
Nossa represália é fuga da vida dura
Ação necessária por nossa bandeira
Que isso é a reforma agrária da música brasileira
(Vai!)
Quantas noites cortei, (cortei!)
É importante dizer, (ahãm!)
Que é preciso amar, é preciso lutar
(E resistir!)
E resistir até morrer, (e ai?)
Quanta dor cabe num peito, (por nós!)
Ou numa vida só, (aê!)
É preciso não ter medo, (é quente!)
É preciso ser maior
Somos a bomba, redenção, napalm
Miséria, cartão-postal
Brasilândia, capão, Vidigal
Estopim da guerra racial
Foi amistad, pouca idade, hoje jihad, problema
Revolução morena, que se descobre
Quando vê no sistema, essa máquina de moer pobre
Os porco reina, orgia
Favela queima como o congresso deveria
Eu falo de suor e calos, traumas, abalos
Almas e ralos, São Paulo
Fumaça feia
Capitães do mato versus capitães de areia
Tristeza, pé no chão
No país referência, em arma anti manifestação
Ódio na íris, drogas num pires, terra brasilis
Ambição, olhos de osíris
E só parar quando pôr uma faixa preta no arco-íris
Quantas noites cortei, (sozinho!)
É importante dizer, (o quê?)
Que é preciso amar, é preciso lutar
E resistir até morrer, (até o fim!)
Quanta dor cabe num peito, (ahãm!)
Ou numa vida só, (então!)
É preciso não ter medo, (é nóis!)
É preciso ser maior
Ê, ê, ê, ê
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