Estribo de Prata
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Changueiro do Sul

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Lyrics

Changueiro do Sul

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A chuva bate forte em cima do telhado

Causando nostalgia no meu coração

Solito no meu rancho vou fechando os olhos

E solto a boiada da recordação

Num gesto bem gaúcho eu cevo um mate

Recosto a cambona em algum tição

Com sorvos do amargo adoçando a alma

Degusto as lembranças lá do meu rincão

(Vem, saudade vem, vem trazer histórias da minha querência

Vem, saudade vem, mostrar a geografia da minha existência

Vem, saudade vem, vem trazer histórias da minha querência

Vem, saudade vem, mostrar a geografia da minha existência)

Nacos da mocidade me vêm a lembrança

Aos domingos eu passeava com meu velho pai

Galopes de cavalo e toques de gaita

Na cancha de carreira a beira do uruguai

Os jogos de bolita terminavam em briga

Gineteadas campo a fora ao som de um sapucai

Espadas de madeira pras peleias marcadas

Tantas outras brincadeiras por ai se vai

(Vem, saudade vem, vem trazer histórias da minha querência

Vem, saudade vem, mostrar a geografia da minha existência

Vem, saudade vem, vem trazer histórias da minha querência

Vem, saudade vem, mostrar a geografia da minha existência)

Quando acabar a lida aqui nesta estância

Vou encilhar o pingo e pegar a estrada

Na venda do quirino vou golpear um vinho

E comprar alguns presentes para minha amada

Pra quem vive changueando no sul destes pagos

Nunca afrouxa os tentos pro sol ou geada

Preciso levar plata pra prenda e os pias

Que sorrindo aguardam a minha guegada

(Vem, saudade vem, vem trazer histórias da minha querência

Vem, saudade vem, mostrar a geografia da minha existência

Vem, saudade vem, vem trazer histórias da minha querência

Vem, saudade vem, mostrar a geografia da minha existência)

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