A História de Uma Vizinha e Seu Chá de Cogumelo (Parte 4)
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A História de Uma Vizinha e Seu Chá de Cogumelo (Parte 4)
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Em um certo momento de determinada situação
Temos a certeza de que o pensar é um ato/fato radical
Mas o radicalismo não seria uma desculpa esfarrapada?
Usada pra acusar uma pessoa de estar fora da casa?
E o que seria estar dentro da casa?
Bei!
Por ter ingerido o chá de cogumelo
Nessa altura do campeonato a vizinha começava a ter epifanias intermináveis
E é claro que ela só pensava nisso como loucura, simplesmente ignorando o fato
De que tudo isso pudesse lhe dar um conhecimento extra gigantesco
Comparado ao pouco conhecimento de pessoas
Presas aos padrões de pensamento super limitado que a sociedade cultiva
Ela esqueceu o que nunca soube
Que a nossa curta visita por essas bandas não é um sofá
E que o comodismo não bem visto por todos em um escala pequena
É ainda mais prejudicial a todos em um escopo maior do que um crânio
Uma cidade ou até mesmo um planeta
Sua amiga folha de papel branco sabia de tudo
E só fora visitar a tal vizinha por um motivo inexistente
Dona folha de papel vivia no reino dos cadernos
Que nunca são preenchidos por completo
Uma cidadela próxima ao bosque das canetinhas coloridas
Que por vezes sonham em uma possível
E improvável interação com texturas brancas
Se não fosse essa limitação vivenciada pelas canetas
Quem sabe dona folha de papel pudesse ser mais cool
Finalmente, tudo estava no tempo eterno
Entre 23 horas, 59 minutos, 59 segundos
E zero hora, zero minuto e zero segundo
Por vezes o silêncio era absoluto, mas com pouca frequência
Por vezes uma voz interior lhe dizia para ver e mudar o conceito de imensidão
Com a possibilidade de escolher ficar nessa outra vez até amanhã
Mas com pouca frequência
Minha amiga folha, veja que sol bonito! Azul!
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