Medusa-me (part.Trypas Corassão)
Read Medusa-me (part.Trypas Corassão) lyrics by Fado Bicha on LyroVerse, with linked artist context and related song paths.
The page facts to cite before the commentary
Use this page for the lyric text, linked artist context, and any LyroVerse editor's note attached to the song. Listener comments remain user-generated and should not be treated as the primary source.
Medusa-me (part.Trypas Corassão)
The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.
Prata da casa
Filho do pai
Um olho de sangue e o outro tão seco que dói
Sono perdido no breu da herança
Sonhas perdido na paz da matança
Vã glória
Derrotar, exterminar
(Dinastias)
Vã glória
Derrotar, exterminar
Eu, pobre mortal, equidistante de tudo
Eu, primeira filha da minha mãe que depois me tornei
Eu, velha aluna dessa escola dos suplícios, amazona do meu desejo
Eu, cadela no cio do meu sonho vermelho
Eu reivindico o meu direito de ser uma monstra
Nem homem nem mulher
Nem XXY nem H2O
Reivindico o meu direito de ser uma monstra
E que os outros sejam o normal
O Vaticano normal
O creio-em-Deus-pai-e-virgíssima normal
E os pastores e os rebanhos do normal
Eu terei uma teta da Lua mais obscena na minha cintura
E um pénis ereto das cotovias
E sete sinais
Setenta e sete sinais, não
Setecentos e setenta e sete sinais
Da endiabrada marca da minha criação
Eu sou a monstra
Que te tiraria o sono se pudesses dormir
Eu sou a monstra
Que habita os teus sonhos na orla de te redimir
Eu sou a monstra
Que deixas atada, com arame farpado, num poço, a extinguir
Eu sou a montra
Do que odeias e temes, te dá nojo e faz rir
Do que odeias e temes, te dá nojo e faz rir
Mas eu ardo na noite
Sou Ovídio, ofídio
Perfídia e Platão
Sou Ofélia, Cassandra e Adão
Sou sida, sou vida
Sou Medusa e Atena
Sou Eva daninha sem parra nem pena
Testemunha da tusa
Com que me bates
Então usa, medusa-me
E bate
Bate, bate, bate, bate
Prata da casa
Filho do pai
Um olho de sangue e o outro tão seco que dói
Arranca-me a cara
Medusa-me na farsa
De que a noite é apenas
Descanso pobre
No escuro, no escuro
O amor é o pão que sonegas
No fundo, no fundo
O teu pau é a cruz que carregas
What this page can answer fast
Who performs "Medusa-me (part.Trypas Corassão)"?
Fado Bicha performs "Medusa-me (part.Trypas Corassão)", and this lyric page sits inside the Fado Bicha catalog on LyroVerse.
Are there related songs to explore after "Medusa-me (part.Trypas Corassão)"?
Yes. The related section below points to Lisboa Não Sejas Racista and 1997 (partt. Bernardo Araújo e Passarumacaco) with a short reason for opening each page next.
Where can I find more songs by Fado Bicha?
Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Fado Bicha's lyric pages.
Interpretations, questions, and corrections for this song
Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.
What people are saying
No listener comments on Medusa-me (part.Trypas Corassão) yet.
A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.
Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.