Fado Bicha
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Medusa-me (part.Trypas Corassão)

Medusa-me (part.Trypas Corassão) lyrics by Fado Bicha. Prata da casa Filho do pai Um olho de sangue e o outro tão seco que dói Sono perdido no breu da herança...

Fado Bicha visibility15 visits
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Lyrics

Medusa-me (part.Trypas Corassão)

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Prata da casa

Filho do pai

Um olho de sangue e o outro tão seco que dói

Sono perdido no breu da herança

Sonhas perdido na paz da matança

Vã glória

Derrotar, exterminar

(Dinastias)

Vã glória

Derrotar, exterminar

Eu, pobre mortal, equidistante de tudo

Eu, primeira filha da minha mãe que depois me tornei

Eu, velha aluna dessa escola dos suplícios, amazona do meu desejo

Eu, cadela no cio do meu sonho vermelho

Eu reivindico o meu direito de ser uma monstra

Nem homem nem mulher

Nem XXY nem H2O

Reivindico o meu direito de ser uma monstra

E que os outros sejam o normal

O Vaticano normal

O creio-em-Deus-pai-e-virgíssima normal

E os pastores e os rebanhos do normal

Eu terei uma teta da Lua mais obscena na minha cintura

E um pénis ereto das cotovias

E sete sinais

Setenta e sete sinais, não

Setecentos e setenta e sete sinais

Da endiabrada marca da minha criação

Eu sou a monstra

Que te tiraria o sono se pudesses dormir

Eu sou a monstra

Que habita os teus sonhos na orla de te redimir

Eu sou a monstra

Que deixas atada, com arame farpado, num poço, a extinguir

Eu sou a montra

Do que odeias e temes, te dá nojo e faz rir

Do que odeias e temes, te dá nojo e faz rir

Mas eu ardo na noite

Sou Ovídio, ofídio

Perfídia e Platão

Sou Ofélia, Cassandra e Adão

Sou sida, sou vida

Sou Medusa e Atena

Sou Eva daninha sem parra nem pena

Testemunha da tusa

Com que me bates

Então usa, medusa-me

E bate

Bate, bate, bate, bate

Prata da casa

Filho do pai

Um olho de sangue e o outro tão seco que dói

Arranca-me a cara

Medusa-me na farsa

De que a noite é apenas

Descanso pobre

No escuro, no escuro

O amor é o pão que sonegas

No fundo, no fundo

O teu pau é a cruz que carregas

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