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Vale das Sombras (Part. DJ Jorge Cuts) (Prod. Pok Sombra)

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Lyrics

Vale das Sombras (Part. DJ Jorge Cuts) (Prod. Pok Sombra)

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Pra resistir no vale das sombras

Vou contar uma história

Já cansei de gente querer se meter minha vida

Eu que sei, e quem me ajudou quando eu tava preso

Traz champanhe, porque é com eles que eu tenho a dívida

O resto por mim que se foda, não dou a mínima

De sexta à sexta-Feira tirando meu pai da cama

Eu não tive um pai, mas pai considero quem ama

Às vezes acordo puto queria tar pelos bailes

Saudades de quando a vida era vinho, ? E Freestyle

Problemas rondam minha costa igual o furacão El Niño

Mas quem corre comigo usou coroa de espinhos

Ele abraça meus pecados, cobra arrependimentos

Derruba meus demônios, afasta meus pesadelos

Mas não teste, eu não sou seu Best Friend

E se mexer com minha família, fácil de eu te mandar pro além

Tô nem aí pra quem tava lá, pra quem viu

Já é normal, vários querem fuder com o Fill

Mas saibam que me alimento com a sua inveja

Tô nessa a mais de uma década, conheço o jogo

E quando eu pegar o dinheiro que ta pra sair

Vou colocar o malote na sua boca e prender fogo

Pra te provar que o dinheiro é só papel mais nada

As vezes é mais traiçoeiro do que uma quadrada

Só isso que tu queria de mim, agora fala?

Então tu merece morrer ainda pagar a bala

Quantas vezes apoiei mesmo dando a nada, quantos caras já banquei não me deram nada

Quantas dívidas, mulheres, cocaines, baladas. Quantas dívidas acumulei na madrugada

Agora é foda de recuperar mas não desisto, olhei pro abismo e vi que não dava mais de cair

Dali só podia subir e emergir da lama, dentro da cela lendo um livro de Dalai Lama

Voando acima do inimigo frio como um corvo, sei que vários nem vão chorar quando eu tiver morto

Por isso faço uma oração e beijo o crucifixo, pra que o rap seja um dia o meu emprego fixo

Rezo pra que meus inimigos tenham vida longa, pra perceber que minha escolha não foi só uma onda

Sou extremista devotado como um homem bomba, morro tentando igual Fifty Cent nessa porra

Se quiser falar mal de mim fala a vontade, não vi suas lagrimas quando eu estava atrás das grades

Não recebi suas cartas, não recebi um cigarro, cê acha que pode julgar um homem abandonado?

Eu tava preso quando minha mãe capotou o carro, indo me visitar era um domingo cinza full, e mesmo assim a esperança ainda me fez forte, vendo o céu quadriculado resistência true

Não sofri mais do que ninguém nem quero medalha, mas na matéria de dar volta por cima o Fill estraçalha

Eu sou o rapper sujo, infame eu sou o bruxo, com rimas mágicas que vão transformando o meu mundo

Com a auto-estima de Aquiles eu enfrento Tróia, trafico versos e vicio mais que crack e nóia

Meu rap nunca móia, projeto na escola, sente a evolução, então olha pra mim agora

Botei a fé e trabalhei, nunca tive sorte, quem me vigia ta lá em cima, o poder é forte

Eu sei que um dia vou chegar na coroa, firmão? Tá aqui o do aluguel, do mercado e do salão

Quantas vezes eu não tive e fiquei na minha, tudo o que eu quero com a riqueza é te fazer rainha

Te por num castelo daora com o meu esforço, honestamente, sem tirar nada que é dos outros

Isso que é o rap pra mim, viu minha missão? Não quero medalha no peito de bandido não

Abaixem suas armas, o ego que morra truta, rezo por suas almas longe da inveja estúpida

Longe da dor é a culpa, renasça, vá a luta. Faça me dar a outra face contra quem me insulta

Longe da dor é a culpa, renasça, vá a luta. Faça me dar a outra face contra quem me insulta

Eu vi quem amo na cadeira de rodas fudido, e mesmo assim ainda achava um lugar pra um sorriso

Cheio de dívidas, entristecido e perdido, com minha razão quebrada, expondo a moral ao ridículo

Então me dê um passe, faça um milagre um REC, que eu troco todo esse veneno por rimas e takes

Meus manos estão na merda, mas fale do Stuwake, vivendo com depressão e imitando o Drake

Alguns me dão pro tráfico, outros me arrumam um trampo, salário mínimo que mal dá pra pagar um rango

Cacife clandestino, só gera ilusão, os velhos três “cês”, cadeia, cadeira e caixão

A vida hoje é uma história no “SnapGram”, nesse vale das sombras, também virei refém

A síndrome de Estocolmo não resisti, eu era livre até Zuckerberg existir

E entra nesse mar de gente chamado Matrix. Face, Insta e Tinder, irritação surge nos cliques

De alguém que não ta sendo aceito por sua aparência, ou por não ser levado a sério com tanta frequência

Vai descontando nas garrafas essa decadência, vão me chamar de louco por postar minha tristeza

Me ponham num manicômio tipo Raffa Moreira, olhem pra baixo do tapete toda essa sujeira

Nunca paguei de santo, já fiz várias asneiras, ao ponto de sentir a vida de um lado mais verdadeira

Essa é fratura exposta, das de quebrar o pescoço. Duvido um hater desse aí vir me pagar um almoço

Fortalecer meu corre ou compartilhar meu som, minha geladeira cheia pra muitos não é bom

Porque a felicidade alheia aqui gera o ódio, de quem sobe em várias cabeças pra chegar no pódio

Se é rapgame então me chame de Lil Gang, a voadora que te manda pro trilho do trem

Já to cansado das idéias de by end and means, olhe pra dentro e por isso que o mundo ta assim

Tanta luxúria ter coloca no vale das sombras

A vaidade é a rainha do vale das sombras

Quando a maldade te introduz ao vale das sombras

Pra resistir no vale das sombras

Pra resistir no vale das sombras

Até aqui eu pedi perdão no vale das sombras

Pra resistir no vale das sombras

Eu vi o capeta e sua face no vale das sombras

Pra resistir no vale das sombras

Entre o estúdio e o escritório, sigo na saga

The Best Rapper, number one filho

Deuses, aliens e dilemas

Tô resistindo no vale das sombras

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