Forma de Expressão
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Confissão 157

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Lyrics

Confissão 157

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Pera ai que já vou

Oh tia o dum ta aí?

Que que você quer com ele?

A gente jogar bola

O dum ó o menino me chamando

Esperai que já vou

Demoro

Demora não, volta rápido

Tempos difíceis, ruas de terra

Eu o moleque que nasci na favela

Jogava bola, soltava pipa

Desde pivete eu já via as correria

Dois aliados e uma história em comum

Era nós 3 se num é os três

Não é nenhum

Nóis lado a lado pra qualquer eventualidade

Na tristeza, na alegria ou na saudade

Se passa os tempos, tempos difíceis

Ainda nós 3, com nós 3 não tinha crise

Mesma idade, 17 as consequências

Menor do morro, acostumado com carência

Eu via tudo, não tinha nada

Eu nunca soube oque era uma peita de marca

Não tem nem luz, nem água quente

Não tem nem pai, a mãe ausente

Que sai cedinho e só volta na matina

Só ganha 15 por dia na faxina

Rosto marcado deflagado com as rugas

Não desanima, sobrevive e vai a luta

Luta confusa ó mãe, nunca sai disso

Só rola as lágrimas, eu nunca vi sorriso

Sorri pra quê filho se a gente tem nem oque comer

Então mãe, não fica assim não meu, a gente vai vencer

Me injuriei e falei é a gota d'água

Trombei os moleque, nós 3 numa pegada

Antes da cena truta, eu fiz a prece

Começa agora a confissão do 157

Eu sei que estou errado

Por estar roubando

Mais mesmo assim eu faço a prece

Aí moleque a confissão do 157

Flames gerados, por minhas atitudes

Reflexão eu não, tempos difíceis

Caminhos sórdidos, a ser seguidos

Se andar descalço não, semeia espinho

Mais me cansei de ser lento o processo

Com esse dinheiro se pá eu compro um teto

Cena do loko seis precisavam ver

Nós invadimos, eles começou tremer

Gritos e lágrimas pessoas abraçadas

Lembrei minha mãe que só chora calada

E os dois moleques, ficaram até bobo

Quanto dinheiro, quanta coisa, quanto ouro vixe

Pegamos tudo, saímos fora

A minha parte veio até uma cota em Dollar

Eu fiz a compra, paguei a água

Eu trouxe a luz para dentro da minha casa

Amedrontada a minha mãe pergunta

Da onde vem o dinheiro da fartura?

Joguei no bicho ó mãe e eu ganhei

Ganhou sozinho, ou ganhou seis 3?

Cê tá ligado né, eu fui esperto

Quando a mãe fala, o filho fica quieto

Pra mim já tava bom, amenizou o sofrimento

Mais os moleque, pensava de outro jeito

Não não não, fica a pampa que nós já ta no corre

Fiquei sabendo, tem outra fita forte

Então de novo truta, eu e os moleque

E continua a confissão do 157

Eu sei que estou errado

Por estar roubando

Mais mesmo assim eu faço a prece

Aí moleque a confissão do 157

Momentos tensos, que coisa estranha

Ouvi meu nome dentro dessa porra

Será minha mãe que me chama em pensamento

Ou a adrenalina que se instala em meu peito?

Sei lá doidão, eu já to meio cabreiro

Primeira vez eu não estava desse jeito

Eu não estou bem, as minhas mãos transpira

Será loucura do teco da minha farinha?

Estagnado, parado e preparado

Pra sair fora, pra mim ta tudo errado

E derre pente vários tiros pra minha reta

Mesmo atingido, eu volto pra favela

Eu ligo a tela, a cena é chocante

Os dois moleque, foi presso em flagrante

Flagrante de assalto em poco tempo

A guarda civil chega cerca o local e da voz

De prisão ao grupo, repare nessa imagem

Que um dos acusados tenta fugir correndo

Começa uma perseguição, o guarda civil

Dispara 3 tiros e consegue impedir a fuga do assaltante

Oque será, que será?

Eu ouço passos

Será meu Deus que eu fui caguetado?

Não pode ser, sem chance, são aliados

Na viatura ali dedo apontado

Braços estendidos apontados pra minha reta

Me caguetaram dentro da favela

Dignidade nenhuma, que consideração

Não pensaram duas vezes, deram meu nome

Né jão

Nunca pensei isso do seis, bagulho deselegante

Toda a quadrilha foi presa em flagrante

Trancafiado em um x agora eu penso

Oque será da minha mãe, é so lamento

Tem várias noites que um sonho me persegue

Me fez lembrar que eu não fiz a prece

E no corró, continua os dois moleques

Infelizmente confessaram 157

E no corró, continua os dois moleques

Infelizmente me caguetaram no 157

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