Meu senhor, eu não venho do sertão
Não trago o brasão da seca
Sou filho da terra do fruto dourado
Nascido em solo sagrado transformado em solo sangrento
Com o sangue do índio acuado
Sangue do dominador violento
Com o sangue do jagunço armado
Sangue do coronel desatento
A mata atlântica é mãe e morada
E que por muitos anos e homens disputada
Na calada da noite ou na agonia do dia
A verdadeira e mais terrível tocaia
Preparava-se com olhos da ganância e as mãos da covardia
Gritam os caboclos que protegem essa mata
Das entranhas da mais triste história já contada
Pedem que cante como uma rasga mortalha em noite pálida e fria
Agourando assim os que ainda pensam ser donos dessa mata
Desvirginada de maneira traumática pelos forasteiros que invadiram a Bahia
Meu senhor, eu não venho do sertão
Mas conheço bem os problemas trazidos pela seca
E não quero ver a nossa Mata Atlântica
Que já foi tão viva e tão cheia
Transformada em solo penoso
Resumindo-se a pedra, poeira e areia.
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