Cicatriz/ Doces Palavras/ Pedras/ Bandido Com Razão/ Garoto de Rua/ Meu País (pot-pourri)
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Cicatriz/ Doces Palavras/ Pedras/ Bandido Com Razão/ Garoto de Rua/ Meu País (pot-pourri)
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Estou pedindo pra você voltar pra mim
Está difícil viver longe de você
Você é o meu começo e o meu fim
Me desculpe, mas não sei te esquecer
Sem querer eu me exaltei e te ofendi
Me perdoe, meu amor, o que eu lhe fiz
Eu não posso acreditar que te perdi
Sem você eu não consigo ser feliz
O nosso amor é aquela semente
Que docemente
Brotou no coração, criou raiz
Você cortou a planta do meu peito
Mas não tem jeito
Deixou na minha alma a cicatriz
Aquelas emoções bonitas na minha cabeça
Hoje me tiram os sentidos só penso em você
Lembro aquele amor da noite que nos conhecemos
Foi tão lindo amar até o amanhecer
Tua voz macia me dizia coisas
Que eu guardo até hoje no fundo do meu coração
Suas doces palavras, vindas com emoção
Suas doces palavras, vindas com emoção
Faz de mim, amor
Tudo que você quiser quero ser seu prazer
Vou me deitar em seus braços, deixar me envolver
Pela magia bonita que vem de você
Faz de mim, amor
Tudo que você quiser quero ser seu prazer
Vou me deitar em seus braços, deixar me envolver
Pela magia bonita que vem de você
Melhor não dizer nada enquanto pensa
No que vai fazer da vida
Pode ser que você pegue um caminho sem saída
E não tenha outro jeito a não ser voltar pra mim
E lá fora a chuva vai molhar seu rosto
Desmanchar os seus cabelos
Madrugada, vento frio, vai ser outro pesadelo
Quando você se olhar e se encontrar sem mim
Se a gente fica longe um do outro vai pintar tanta saudade
Feito quanto apaga a luz e o escuro da cidade
Faz a gente tropeçar nas pedras que estão pelas ruas
Por isso para e pense, dá um tempo, se ajeite aqui comigo
Não caminhe contra o vento para não correr perigo
Se essa dor doer em mim a metade é sua
Eu e você por aí outra vez
Eu e você nosso amor
Não vou deixar você sair de mim
Não vou deixar você sair assim da minha vida
Ele não tem culpa, ele não deve nada
Ele é uma planta, tão frágil mal cuidada
Sua cabeça está a prêmio
Anjo do mal, anjo pequeno
Bandido com razão
Ele não tem culpa, ele só quer a vida
Ele é a vergonha da pátria esquecida
Tem que roubar, tem que ser homem
Sobreviver, matar a fome
Salvar seu coração
Menino de rua, eu te conheço
Dignidade não tem preço
Menino de rua quer ser gente
Menino pobre, tão carente
Pede uma chance pra viver
Menino de rua, eu te conheço
Dignidade não tem preço
Menino manchete de jornal
Neste país de carnaval
Não tem comida pra você
Neste país de carnaval
Não tem comida pra você
Você que fica aí parado vendo televisão
De repente uma notícia forte te chama atenção
Uma cena estúpida, brutal e cruel
Mas ainda parece tão pouco
Pra mudar seu coração
Eu sou o personagem central de toda essa história
História que você ignora e faz que não vê
E exclui do seu consciente a vontade de um povo
Um povo que luta e que sofre pra sobreviver
Você tem em suas mãos a força e o poder
Mas não tem a sabedoria pra entender
Que o Brasil é a sua pátria acima de tudo
E o povo precisa de luz pra sair desse escuro
Eu sou muito pequeno perante você
Eu sou apenas pedaços de alguém tão comum
Eu sou a ignorância da cabeça sua
Simplesmente sou, mais um garoto de rua
Aqui não falta Sol
Aqui não falta chuva
A terra faz brotar qualquer semente
Se a mão de Deus
Protege e molha o nosso chão
Por que será que tá faltando pão?
Se a natureza nunca reclamou da gente
Do corte do machado, a foice, o fogo ardente
Se nessa terra tudo que se planta dá
Que é que há, meu país? O que é que há?
Se nessa terra tudo que se planta dá
Que é que há, meu país? O que é que há?
Tem alguém levando lucro
Tem alguém colhendo o fruto
Sem saber o que é plantar
Tá faltando consciência
Tá sobrando paciência
Tá faltando alguém gritar
Feito um trem desgovernado
Quem trabalha tá ferrado
Nas mãos de quem só engana
Feito mal que não tem cura
Estão levando à loucura
O país que a gente ama
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