Gabriel Rios
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Assassinos do Racismo

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Lyrics

Assassinos do Racismo

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[Keny Black]

Peita a banca

Muito prazer, meu nome é negritude

Neguin com atitude

Ter sangue de guerreiro é minha maior virtude

Não seja rude, será que não percebeu?

Que o fato de ser branco não te faz melhor que eu

Nunca fez e nunca fará

Se não tá pra somar, acho melhor vazar

Porque eu vou extravasar

E quem tiver no meu caminho, como um trem desgovernado

Eu vou atropelar

Por isso sou sobrevivente na faixa de gaza

Hoje meu flow é estudado pela NASA

Lembra aquele dia que você foi lá em casa?

Com papo de racista, namoral, não entende nada

Por causa de pessoas como você

Morreu mais um jovem negro sem poder se defender

A mídia distorce, e pra tu entender

Enxergue muito além daquilo que tu pode ver

No clima quente, atiram na gente

Quem aqui é louco de ficar na linha de frente?

Isso te surpreende, mas não me surpreende

Meu perfil se encaixa no padrão de delinquente

Ordem e progresso é fantasia pura

Pensar que no Brasil, racismo já virou cultura

Adota uma postura de burrice em questão

Sistema de cota é uma forma de humilhação

Sistema de merda criador de racista

Se eu passar na cota, vai surgir mais cem racistas

No filme pantera negra não me tire da razão

Mas eu me identifico totalmente com o vilão

E aqui o vilão sou eu, é isso que eles falam

E quando eu solto voz, todos eles se calam

Várias rimas por segundos igual tiro de AK

Nós chegou nessa porra, quero ver tu segurar

[Gabriel Rios]

Ó quem voltou, doutor

Tipo nocivo, caçando os pelas sacos

Rimando com o flow engatilhado

Tentando matar racista eu sigo

Muito prazer, assassino do racismo

Se tu bate em mulher sou pesadelo do machismo

Na favela não alertam do perigo

Que usar fuzil no lugar da caneta

Não te faz mais homem por ser bandido

Seu dinheiro sujo contado no final do mês

Na vida do crime contado será o seu suspiro

Respiro o ar poluído da PM racista

Nos enquadram a luz do dia

Nos espancam e falam que é revista

Bairro nobre para o pobre é área restrita

Puta que pariu

Quando um negro vai dá uma entrevista sendo protagonista?

Enquanto riscam o nosso nome da lista

Tem um verme branco estuprando outra mina

O país do futebol só tem estádios para mostrar

Porque nossa educação tá morta

E falta professor para ressuscitar

Fala como vamos avançar?

'Tamo' atrasado faz uma década

Sai da esquerda, entra da direita

Nos matam e a perícia só faz camuflar

Essa arte de nos assassinar pelo nosso DNA

No velório de um negro

O presidente faz questão de presenciar

Para cuspir no caixão e ajudar enterrar

Ajudar? Nosso dicionário desconhece

Diversidade prevalece

Caminhão de alimento não chega

E o de coca abastece

Por isso canto em cima dessa trap

Põe mais ideologia na mente

E para de ouvir esses funk nessa track

Não favorece, te desmerece

Diminui o seu ser e nada acresce

Quem comanda o circo faz questão de nos humilhar

Ordens secretas são dadas para nos eliminar

Na selva de concreto todo mundo se esconde

Com medo das balas perdidas da BPM nos achar

Me explica ai doutor, por que uma bala perdida nunca conseguiu um branco acertar?

Por isso o Rap cobra

Essa cobras que usam terno

Envenenadas rastejam para morder quem não tem teto

Mas sou caçador, meu prazer consiste, insiste

Em matar vermes e insetos

Quem passa dor, será afeto

Suas peles podres aquecendo os viadutos

Que vocês dizem ser a casa dos analfabetos

Seus corações Lúcifer me pediu

Para fazer um churrasco para os crias no inferno

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