Grupo Invernia
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Versos de Inverno

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Lyrics

Versos de Inverno

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"Que venha um verso de inverno,

Ressoando longos, na canção mais fria,

E o coração do serrano é mais quente,

Pra enfrentar a invernia."

Cuidando a água do mate me acomodo junto ao fogo

E logo a noite desaba, lá fora só chuva e vento

Passo o braço na guitarra, como se busca uma china

E tapo de rimas brasas, tentando enganar o tempo.

E me atento numa milonga que a noite se alonga

Mateando uma saudade, se esvaiu a tarde

E a chuva não deu trégua e eu légua e légua de canto

Tchê, milonga caborteira sem eira nem beira

Que se achega aos pelegos, trazendo o aconchego

Que me falta ao rancho, quase virado em tapera.

Milonga...

Parceira das longas noites, com mates de espera

Das lidas de campo, das manhãs de geada

Em que se veste de branco, a princesa da serra.

Milonga...

E vem com versos de inverno,

Ressoando longos na canção mais fria

E o coração do serrano é mais quente,

Pra enfrentar a invernia.

Se estampam traços de história nessa rude paisagem

De tropas buscando o norte, de morte a ponta de adaga

Talvez um dia me tragam os desvareios da sorte

Uma morena das Lages pra dividir madrugadas

E me aparto numa milonga que a noite se alonga

Mateando uma saudade, se esvaiu a tarde

E a chuva não deu trégua e eu légua e légua de canto

Tchê, milonga caborteira sem eira nem beira

Que se achega aos pelegos, trazendo o aconchego

Que me falta ao rancho, quase virado em tapera.

Milonga...

E vem com cheiro de mato, mates de varanda

De terra molhada no tranco das tropas

Que cortavam estradas pela princesa da serra

Milonga...

Que venham versos de inverno,

Ressoando longos na canção mais fria...

E o coração do serrano é mais quente

Pra enfrentar a invernia...

E o coração do serrano é mais quente

Pra enfrentar a invernia!

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