Gustavo Iser & Comparsa Sureña
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Vaneira do Cantador

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Lyrics

Vaneira do Cantador

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Eu ouvi pelo rádio, o anúncio de um baile, na Estrada do Povo

E encilhei de novo meu pingo franjudo, que eu tinha soltado

Me esqueci o compromisso, firmei a espora, num trote chasqueiro

Que um pingo estradeiro, conhece o caminho, e onde mora o pecado

Eu atei o meu mouro, na porta da sala, bem junto a ramada

Inda de cola atada, de cincha bem frouxa e os pelego virado

Já ouvi de longe o Maneco na gaita, um violão e um pandeiro

E pra entrar no entreveiro, eu disse ao porteiro que vinha apressado

Foi então que o Maneco abriu bem a gaita, e eu abanei o pala

E ele anunciou pra sala que o cantor do baile, chegou atrasado

Eu me fui lá pro palco, ajeitando a melena e o chapéu com poeira

E na mesma vaneira, eu abri bem o peito, nuns verso rimado

Fui cantando o Gildo, o Walther Morais, o Marenco e os Monarca

E floreando outras marcas, que a gaita pedia, um pandeiro surrado

Ajeitei minha estampa de índio campeiro, de pala no braço

E estendi um vistaço, cuidando a morena na mesa do lado

Não é fácil paisano, seis horas de baile, na fanta com canha

Pra um peão de campanha, que lida com potro e banho de gado

Pra ajudar no salário, nos fim de semana se paga de artista

E a segunda tá vista, é ressaca, e os cavalo de lombo inchado

Mal deu fim no fandango, amuntei no meu mouro, ali na ramada

Dei de rédea na estrada, e o dia clareando, com um sol desbotado

Esse pingo que eu falo, conhece na volta uns atalho bem lindo

E eu fui quase dormindo, lembrando a morena, do baile passado

- Não é fácil, na volta os olhos vem pequenininho

E o coração deste tamanho

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