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Confessionário (part. Tubaína)

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Lyrics

Confessionário (part. Tubaína)

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Então bom dia seu Doutor, eu sei que de Doutor o Sr. não tem nada

Mas me dê uma inspiração aí

Pra poder prosseguir

Tô precisando de uma maca, de um psiquiatra

Preciso de uma faca pra cortar meu pulso aqui

Tá foda aqui, confesso que disposição pra mim

Consegui, confesso que vim falar o que vivi

Tudo aquilo que conferi ou aquilo que eu vi

Bem no veneno vivi, fiz

Fiquei mais depressivo, vi mais

Confesso que, eu aprendi

Confesso que, quando dediquei minha vida pro que eu amo eu recebi muito amor

Perguntei pro Senhor

Que porra de vida é essa que expressa tanto sentimento e dor

Sem saber o que fazer na batida

As rimas que foram perdidas

Quantas madrugadas em claro ainda vou ter que viver

Faço o que nessa terra maldita

Perguntei o sentido da vida

Ter perdido a função que te foi dada pra exercer

Confesso que

Então olha na bola do olho que mata

Mas pensa comigo, veja na lata

Gata, outra mega ironia me ataca

Vá, tempos difíceis demais

Meu pai eu sei que as máscaras mais belas são as máscaras que caem

É a mesma máscara que aflige, massacra

Revejo tudo que vi, afirma a coerência tão longe daqui, longe de mim, si perto de ti

Às vezes eu me deparo com a energia do chakra

Ó, você que sugou minha pureza

Esperteza, é difícil lembrar, mas

Você deixou falha na conduta

Vai ser cobrada sua filha de uma puta

Olha só, olha só

Camarada, bota um gole da malvada

Tu vai ver se eu não vou me entreter

Desabafando com os ratos

Minha pele envelhece mas meus olhos ainda continuam intactos

Espertos dizem que o que tenta sem hesitar

Quando a grade se arrebenta

Aah, não to aqui pra comparar

Não tem protetor pra consequência, vacilão

Espertos dizem que o que tenta sem hesitar

Quando a grade se arrebenta

Aah, não to aqui pra comparar

Não tem protetor pra consequência, vacilão

E por favor só não me sinta dó

Porque eu sinto dó

Ligo os fatos, te confesso que me sinto sozinho

Consciência me puxa

Vem de lá e cá

Não tem trégua, falta peça nesse dominó

Escuto quem me criticou sem saber que estive por um fio

Pois talvez sente pena

Um menino, São Paulo, Brasil é fácil falar, foda pensar

É lorota, vem de berço, do texto, é curto o pavio

Não vem me dizendo que sabe a verdade

Mas maluco metido a marrento não sabe a metade

Vou da cidade não vejo que perto que pala tanta atrocidade

Murro na ponta da faca

A todo tapa

Meu convívio com o dilúvio saca

Quanta gente nesse xilindró

Nego é só o pó

Terra ouro e prata

Segurança extinta

Mano quem que avisa pra essa gente farta

Que o desgosto de saber que seu vizinho agora é o ratá tá tá

De brinde ela vem no sapato

Desculpa amigo, a moça do sorriso é a máscara do anonimato

Me sinto aliviado em tu me ouvir

Eu sei pois ir além de certa forma talvez seja desistir

Também não sou santo também

Nem pretendo ser

Minha família me inspira, me envia bondade que invade pra eu poder sobreviver

No meio da selva de concreto, milhares de objetos

De pessoas, de coisas, puxam pra baixo

Mas acho que é só pressão

Tipo uns grito do patrão

Bota banca de dono de tudo, dono de tudo que teve estudo

e acha que assim virou dono de tudo

Mas vai dono de tudo é só Deus

Dispenso a bronca, peço conta

e provo quem manda é eu

Então doutô

Deixa eu desabafar aqui pro senhor

é tanta ideia presa que na empresa ninguém da valor

Então montei minha própria empresa, agora trabalho pra mim

Simples assim, boto minha comida na mesa

Ainda to atrás do meu rumo

Ainda to atrás do meu norte

Tento manter minha mente forte

Mas às vezes dá uma oscilada

E ai que eu me meto em cilada

Por isso não repare se um dia eu não passar mais por aqui

Confesso a ti

Quantas vezes progredi

Confesso que

Que também já regredi as vezes que me distrai

Confesso a ti

O que que eu realmente quis eu consegui

Que nada no mundo me toque e eu me desfoque disso aqui

Confesso que

Fiquem com Deus

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