Tudo o que tenho devo muito aos meus cavalos
O baio ruano, o rosilho e o gateado!
E as velhas ânsias incontidas de encilha-los
Nunca mermaram no meu sonho ensimesmado
Busco na alma, se faltar força braçal
Pelo instinto de obter o meu sustento
Pois descobri que a serventia de um rural
Para os meus quero deixar de ensinamento
Pouco me importa as perevas que castigam
Os longos anos, que amiúde eu completo
Se os ideais de vida e lida me instigam
Sobreviver de um jeito simples e correto
Sulcos na fronte e os fios de cabelo branco
São marcas rudes da minha própria identidade
E ao ver no rosto de um rebento um riso franco
É que desfruto da maior felicidade!
De tropeiro a domador forjei meus dias
Pelas esquilas e alambrando me fiz taura
E ao conseguir quase tudo o que eu queria
Paguei o preço pra tornar-me um tapejara
Sei que a coragem não verga e não é fugaz
Pra um coração e uma alma sem porteiras
Então me inspiro, porque ainda sou capaz
Mesmo alquebrado, sigo firme igual tronqueira
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