Cevo meu mate numa ânsia estradeira
Enquanto o pingo, quebra o milho no galpão
O Sol se esconde por tardar-se no horizonte
Levo a reponte, esse gado, pro patrão
Vejo léguas no tranquear do meu rosilho
E o dia chega, pra buscar o corredor
Que no mais, se achega contra a vontade
Apertando a saudade de rever, o meu amor
São quinze dias pra chegar ao meu destino
E o pampa chora pra apagar o que eu escrevo
Com as patas desta tropa que não sabe
Que o céu todo desaba pra lavar este acervo
O gado pisa, farejando o paradouro
E eu revezo, ronda e pingo lá no posto
Pra dar descanso, a tropa e a peonada
Que vem cansada na invernia desde agosto
Só mais um dia e dou por fim a esta lida
E de regresso busco o pago com prazer
Passo uns dias, junto a minha prenda
E busco a minha renda com a tropa, outra vez
São quinze dias pra chegar ao meu destino
E o pampa chora pra apagar o que eu escrevo
Com as patas desta tropa que não sabe
Que o céu todo desaba pra lavar este acervo
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