Jessier Quirino
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Rasga Rabo Bagunçador de Bagunça

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Lyrics

Rasga Rabo Bagunçador de Bagunça

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Trupizupe oia tu num me assusta

com a fama da tua valentia

porque esta macheza é freguesia

e até nem me parece tão robusta

uma boa palmada não me custa

pois no fundo eu te acho delicado

se tu és um valente escolado

eu quebrei no cacete a tua escola

o teu mestre saiu de padiola

e teu supervisor invertebrado.

No jardim de infância eu fui valente

e o nome da escola era bufete

no primário estudei no canivete

no ginásio no bote de serpente

como eu era um aluno inteligente

logo cedo já tinha me formado

Lampião tinha sido reprovado

por froxura e por falta de frieza

hoje, pós-graduado em malvadeza,

vendo pena de morte no mercado.

Eu sou topada de unha encravada

Sou gilete no mei do tobogã

Sou o flagra da foda no divã

Sou feiúra dum talho de inchada

Sou um choque no furo da tomada

Sou ferrugem na agulha de injeção

Sou judeu se vingando de alemão

Cata-vento voando num comício

Sou a falta de droga num hospício

Queimadura de larva de vulcão.

Sou rolo compressor desgovernado

Libanês dirigindo um carro-bomba

Sou uns 300 quilos de maromba

Despencando do braço levantado

Sou carrasco esperando um condenado

Sou a queda fatal da guilhotina

Metralhada cruel de uma chacina

Marretada no dedo polegar

Eu sou o fósforo acesso pra fumar

Que explodiu o tambor de gasolina.

Eu sou a folha perversa da urtiga

Despontando no vaso sanitário

Querosene na mão do incendiário

Solitária mexendo na barriga

Sou machado afiado numa briga

Sou o chifre botado em Romeu

Sou Menguele com raiva de judeu

Sou o tiro certeiro do arpão

Sou a aids injetada no machão

Que enlouquece jurando que não deu.

Eu sou navalha na mão de delinqüente

Jacaré triturando um caçador

Tirotei dentro dum elevador

Araldite numa escova de dente

Eu sou ninho de cobra num acidente

Sou ladrão seqüestrando um delegado

Comeine depois do atentado

Sou 500 mil watts de energia

Sou tesoura cruel de cirurgia

Que ficou na barriga do operado.

Eu sou o estouro brutal de uma boiada

Sou a fúria de um tubarão faminto

Cão de guarda trancado num recinto

Sou três tapas depois de uma facada

Eu sou rinoceronte em disparada

Explosão de usina nuclear

Sou mudança que cai do décimo andar

Sou o corte inflamado do punhal

Cianureto maior que sonrrisal

Que o nazista obrigou a mastigar.

Eu sou o maior beliscão do alicate

Maçarico cortando gente ruim

Tiro ao alvo na cara de Delfim

Criolina na sopa de tomate

Eu sou o pênalti perdido num empate

Sou scania sem frei na contramão

Gente besta coberto de razão

Matador disfarçado de molengo

Sou torcida irada do flamengo

Perseguindo o juiz que foi ladrão.

Eu sou explosão de foguete iraniano

Que subiu carregado de safado

Sou negrada invadindo o senado

Dando o golpe em galego africano

Peixerada de paraibano

Sou mijada na cara do doutor

Instrumento de esquartejador

Sou engasgo com bola de sinuca

Eu sou o tiro certeiro de bazuca

Que matou o infeliz do ditador

Trupizupe prepara a tua cova

é chegado o dia da decisão

vai fazer tua última comunhão

pois eu já preparei a tua prova

de arame farpado vai ter sova

vai lembrando do teu aprendizado

pois eu já to ficando endiabrado

só de raiva já dei um saculejo

dei até beliscão num azulejo

mas ainda não to mal-humorado.

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