João Carreiro e Capataz
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Cio da Terra / Eu a Viola e Deus / Bruto Rustico e Sistematico

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Lyrics

Cio da Terra / Eu a Viola e Deus / Bruto Rustico e Sistematico

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Cio Da Terra

É nossa voz

Duetada com o som desse divino instrumento

Casados com a melodia do nosso desejo e do nosso sentimento

Ecoe dentro de cada coração

Levando o sabor da verdadeira, doce e pura poesia

De uma sonoridade singela

Mas que emociona e contagia

Som esse que nasceu lá no interior

Veio lá do campo, lá da roça

Veio pra falar e defender

Mas só das coisas que é nossa

Nóis não tem nada contra as moda lá dos exterior

Mas nóis não troca o som da nossa viola caipira por um som

De guitarra de Rock n roll?

Prefiro mil vezes os nossos causos, nossas prosa

As nossas moda de caçador

O nosso jeito simples e bonito

Que só a gente tem de falar de amor

Pra que melhor do que isso?

Viola, violão, uma pinguinha pura

Um cigarro de palha e dois cantador bão

Claro que tudo isso

Com Deus na proteção

Sem pisar em ninguém, a gente luta pra defender

E o que depender da gente

A cultura nunca vai morrer!

Debulhar o trigo

Recolher cada bago do trigo

Forjar no trigo o milagre do pão

E se fartar do pão

Decepar a cana

Recolher a garapa da cana

roubar da cana a doçura do mel

Se lambuzar de mel afagar a terra

Conhecer os desejos da terra

Cio da terra, propícia estação

E fecundar o chão

E fecundar o chão

Eu, a viola e Deus

Eu vim-me embora

E na hora cantou um passarinho

Porque eu vim sozinho

Eu, a viola e Deus

Vim parando assustado espantado

Com as pedras no caminho

Cheguei bem cedinho

Eu, a viola e Deus

Esperando encontrar o amor

Que é das velhas toadas canções

Feito as modas pra gente cantar

Nas quebradas dos grandes sertões

A poeira do velho estradão

Deixou marcas no meu coração

E nas palmas das mãos e do pé

Os catiras de uma mulher

Ei, essa hora da gente ir-se embora

É doída ,como é dolorida

Eu, a viola e Deus

Ei, essa hora da gente ir-se embora

É doída, como é dolorida

Eu, a viola e Deus

Bruto, Rústico e Sistemático

Tudo que dá na TV minha

Muié qué fazê

Não mede as consequências

Fez um tar de topless

Quando vi me deu um stress

Perdi minha paciência

Por me faltar o respeito

Na muié eu dei um jeito

Corretivo do meu modo

No quarto deixei trancada

Quinze dia aprisionada

E com ela não incomodo

Aqui não posso até não ser simpático

Comigo não tem desculpa

Minha criação é xucra

A verdade ninguém furta

Sou bruto, rústico e sistemático

Fim de semana passado

Conheci o namorado da minha filha caçula

Achei que não deu pareia

Tava de brinco na orelha

E o corpo cheio de figura

Não suportei por muito tempo

Nesse relacionamento eu tive que opinar

Sujeitinho era roqueiro

Não dá certo com violeiro

Nóis num ia combinar

Aqui não posso até não ser simpático

Comigo não tem desculpa

Minha criação é xucra

A verdade ninguém furta

Sou bruto, rústico e sistemático

Sistema que fui criado

Vê dois homem abraçado

Pra mim era confusão

Mulher com mulher beijando

Dois homens se acariciando

Meu Deus que decepção

Mas nesse mundo moderno

Não tem errado e nem certo

Achar ruim é preconceito

Mas não fujo à minha essência

Pra mim isso é indecência

Ninguém vai mudar meu jeito

Aqui não posso até não ser simpático

Comigo não tem desculpa

Minha criação é xucra

A verdade ninguém furta

Sou bruto, rústico e sistemático

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