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Heroico Brado (Todas As Profissões)

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Lyrics

Heroico Brado (Todas As Profissões)

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Todas as profissões de um vagabundo

Sem luxo de escritório, sujo sem lavatório

Vindo de pouco estudo

Na disposição, concurso público

Estudar e um luxo

Menino bom só segue o fluxo

Sem viagens pro States

Na de arrumar um skate

E um tênis forte pra aguentar camelar

Desses que

Se matam pra ter

Não por poder ou status

Que acorda cedo e corre

Sem saber dos boatos

Sonha e não contradiz

Menor aprendiz

Já que sem trampar

Vamos todos morar

Em barris

Visita Paris várias vezes

Na entrega o auxiliar

Pergunta no bar

Onde moram os burgueses

São baldes que calejam quando sobem

Coincidenteme

Pode esconder um descontente

Ordens indiretamente mordem

E por mais que incomodem

Os incomodados que se acomodem

Se não existe glória sem trabalho

E não existe folga pra quem

Faz seu próprio horário

Pra alguns pode ser bala no sinal

Mas bom malandro mesmo

Sabe ser profissional

Perseverar é mão na roda, já dizia

Tudo tão complicado

Causa monotonia

Das simples adversidade

Mais tarde aprenderia, arde

E é cura se covarde

Não arrepia

Sangue, suor e chinfra

Lágrimas dia 30

Salva se algum trinca

Trampo que logo vinga

Pra poder ter uma linda

E prosperar

Pra eles terem onde morar

Conta no banco e não no bar

Tão justo, chega a ser hilário

Sobrevive bem

Dependendo do salário

Mínimo

Sobrevivente, mediano porte físico

Em decorrência dos

Vários abacaxi, salada mista

Bobeou 'hasta la vista'

10 real que ele não pa

Já lutou, já apanhou, já bateu

Na estrada tortuosa

Ganhou e perdeu

De toda a dificuldade

Que já sobreviveu

Pode chamar de herói

Que esse cara mereceu, ó

Vindo do lixo e bem de baixo

Sabe eu acho

Na real é pouco fácil

Ver alternativa

Falta referência no mercado

Um currículo elaborado

Ao marginal

Mata a expectativa

Ter ou não ter?

Mesmo dilema

Carvalho desempena

Pronto pra outro problema

Talento roba a cena

E ninguém para por isso

Governo nunca omisso

Panfleto no showmício, ó

Não cria a regra, joga o jogo

Queima-se em Botafogo

Cordeiro

Pele de lobo vive

Já aprendeu a não subestimar

Pois quem aprendeu a se virar

Não mate

Nem sobrevive do

Mínimo

Sobrevivente, mediano porte físico

Em decorrência dos

Vários abacaxi, salada mista

Bobeou 'hasta la vista'

10 real que ele não pa

Quando pivete da vida

Fazia poesia

Acreditava nos estudos

E na sua verborragia

Cheia de gíria

Vasta verborragia

Aos 17 descobria que sua classe

Só sorria

Quando pro cargo pesado

Passava na entrevista

Promoção era o cargo

De encarrego em vista

De pele negra

Phd em tomar revista

Não roubou aquela VEJA

Mas o polícia roubou a brisa

Sem saber foi pra DP

Quem fala pouco, erra pouco

E até nesses momentos de sufoco

Não tem nada a dizer

Não, não. Desempregado

Desenrolaram um bico

Na biqueira da

Rua de baixo

Mas a sua liberdade

Vale mais do que

O sistema carcerário

Do Estado

Vivendo o veneno

Salário, não tendo

E não se corrompendo mesmo

Vendo o lucro de 100%

Na noite

É só partir pro arrebento

A vida é um momento

E eu não quero viver sofrendo

E o herói é o que

Não teve tempo pra correr, né

Viver pouco como um rei

Ou muito como um Zé

E nem sempre os heróis

São os que vencem a guerra

Péla

Do seu agouro vê se não erra

O lema dele é fera

Viver muito como um rei

E ser

Um diamante na Terra

Não gosta de pirataria

Na moral

Malandro de verdade

Corre pelo certo sendo sempre

Original

Sem trampo e sem dinheiro

Trutão

Não leve a mal

Mas leve está o meu umbral

Inventaram a mentira

Pra aumentar o dólar

Favelado, dedo na ferida

Pois sem correria é cabeça na degola

E essa incógnita

É o que torna a esperança real

Além do capital

Vou continuando indo

E batalhando

Sorrindo suando

Lutando e correndo atrás do

Mínimo

Sobrevivente, mediano porte físico

Em decorrência dos

Vários abacaxi, salada mista

Bobeou 'hasta la vista'

10 real que ele não pa

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