Jonas Lopes
Lyric guide

Ataque Lírico (Foda-se o Estado)

Read Ataque Lírico (Foda-se o Estado) lyrics by Jonas Lopes on LyroVerse, with linked artist context and related song paths.

Jonas Lopes visibility0 visits
person Curated by Ethan Walker LyroVerse team
Reference snapshot

The page facts to cite before the commentary

Use this page for the lyric text, linked artist context, and any LyroVerse editor's note attached to the song. Listener comments remain user-generated and should not be treated as the primary source.

Page type: lyric reference Artist: Jonas Lopes Canonical path: /jonas-lopes/ataque-lirico-foda-se-o-estado Related lyric paths: 6
Lyrics

Ataque Lírico (Foda-se o Estado)

The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.

Os beco é gang, observa sem grana é bang

Nem tenta que nós sustenta

Resistência é essência, raciocínio de favela sobe muro de patrão

Na fortaleza bela forte é a contenção

Por grana de novo quando ver pipoco eles vão atirar

Nazista no gueto tá vendendo pedra

Nem vendo pra ti ele quer te matar

Lá vai ele passando os pano, da fuga no raio é o plano

Negócios da laje comandando os beco

Entupindo de coca meus manos, chega ao ponto de causar revolta

Bate e volta ideia torta chego e meto o pé na porta

Expondo o que não passa na TV

Escrachando o que o governo quer fazer

Alienar, amordaçar ou censurar

Filho da puta colhe imposto e usa pra me calar

Se, do e nem pena furta e nem cumpri pena

Tira da boca de centenas e não passa no Datena

Sem educação da pior forma a rua ensina

Aquele que não escolhe o caminho para na esquina

Supremacia branca, preconceito e cocaína

Se tu colhe o que planta arma na cena do crime

Nunca foi semente imagina a colheita com 80 tiros

Atirando não quer saber em quem, balas perdidas vidas também

Mano favelado é alguém, somos e faremos a revolução

Sou real no corre sempre na função

Enquanto uns brincam de rap game

E esse brilho no fim do tuneo seria a saída ou um tiro

Hoje é mic na mão rap resistência, hiphop arte e cultura

Cê não entendi ou quebra a cabeça

Ontem era peça na cintura, o peso da responsabilidade

Nunca baixou minha postura

Peço que nunca abaixe a tua, e eu perdi tudo

Pra aprender a valorizar

E foi o nada que motivou o sujeito a reconquistar

Tudo que eu tenho só agradeço comecei do zero

Então, tudo que vier é lucro, conheça a si

E ao inimigo e preveja a vitória em mil batalhas

Basta cometer um erro que terá o peso de mil falhas

Então acorda, ouça minha voz, pra enxergar o mau entre nos

Quer um concelho nunca deixe pra depois

Pois pode não haver após, paz eu não consigo sentir

Com tanto sangue regando a terra

E o silêncio que fica é o luto e a destruição pós guerra

Lembra o ditado se morrer enterra, o sábio cala seu cano berra

Do que adianta ter isso é a chave canta

O que não vive e as portas se fecha

É morto no frigorifico pilha de corpos a céu aberto

Genocídio autorizado, quarentena na selva de concreto

É falta de leito a disposição, enquanto isso me diz sua posição

Quanto a governo e sem carreata e tiazinha trampando sem opção

Qual sua preocupação se a academia abre hoje ou não

Se a faxineira vem hoje ou não, o mundo acabando

E cês pensado em ir no salão, enquanto uns precisa trampar

Pra família poder comer, enfrenta o transporte lotado

Encarando sempre o medo de morrer

Entre a cruz e a espada, trabalhador brasileiro

Que sempre foi o tirado, aquele que morre primeiro

Governo conseguiu até transformar a bandeira em vergonha

Bom mesmo será se o bozo e os filhos entrassem em coma

Me pergunte porque tanta morte se o tema é quebrada

Infelizmente o sistema fez dessas palavras associadas

Mais se eu penso na quebrada, penso também em alegria

Em vários sorrisos que não se apagam

Nem com o peso dos dias, até porque quebrada

Tá muito além do espaço geográfico, ela tá na lembrança afetiva

Em todos os laços e abraços

Hoje a minha mensagem tá nas quebradas do ceara

Nunca pensei que tão longe um dia a minha voz iria chegar

Desde quando deixei a minha coroa lá no centro oeste

Hoje tô colando em cypher até no nordeste

Que é pra tu ver que o que é nosso tá guardado

É só correr atrais foda-se o estado

O clima tá tenso pesado pais fudidespedaçado

Fogo cruzado quebra de braço, culpa do bozo arrombado

Só treta, treta em todos jornais, nas redes sociais

O pais dividido virando rivais, só atraso nos trais

Rimando contra a mare, pensa que faz o que quer

Ei para tudo observa ele dando tiro no próprio pé

Se tem uma praga contagiando o nego combati essa peste

Tanto o corona como ele o vírus 17, só corrupção a grana no jogo

Sempre fala mais alto, eu de olho vivão forte varão

Mentalmente armado, chegando pesado

Municiado os grave batendo no talo

O rap é labuta eu sigo minha luta esse é meu legado

Deixo minha marca planto o bem e a colheita vai vir

Favela eu sou por você e vocês eu se sei que são por mim

Unido somos mais fortes então parem de se matar

A paz é a chave do crescimento o jogo é se adiantar

Vê se me escuta não foge da luta

Não faço campanha pra filho da puta

Nunca se iluda com engravatado é cheque sem fundo

É promessa fajuta com sistema que quer te enganar

Quer te vender, que quer te comprar, te alienar, te hipnotizar

Pra mais quatro anos te escravizar

Quer o fim da favela não luta por ela

Só quer que se foda quem reside nela

O boy que aplaude e não nega, a realidade dele não é miséria

Que se foda seu mito, não acredito

Falo e não minto, entenda o que eu sinto

Só faz discurso ridículo, capitalista arrombado maldito

O gigante acordou depois dormiu, na pátria armada chamada Brasil

Criança portando um fuzil, a culpa é de quem só tirou e não investiu

Sem educação mais um bandidão sequestra, atira

Leva pro caixão, mais um avião segura um oitão

Trafica nas áreas não tem opção

Vivemos no fim não vim te alegrar

O que eles querem é ver nós se matar

Mais eu vou protestar não vou me calar

O rap é o antídoto e eu não vou parar

Eu vim pra somar, não posso moscar

Favela no topo, nordeste é meu lar

E eu vou caminhar representando minhas áreas

Só fé pra quem acreditar

Papo reto

Quick answers

What this page can answer fast

Who performs "Ataque Lírico (Foda-se o Estado)"?

Jonas Lopes performs "Ataque Lírico (Foda-se o Estado)", and this lyric page sits inside the Jonas Lopes catalog on LyroVerse.

Are there related songs to explore after "Ataque Lírico (Foda-se o Estado)"?

Yes. The related section below points to 2016 Tempos de Crise and Bola Um with a short reason for opening each page next.

Where can I find more songs by Jonas Lopes?

Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Jonas Lopes's lyric pages.

Song Room

Interpretations, questions, and corrections for this song

Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.

Open Song Room
0 followers Selected insights only surface after moderation
Listener comments

What people are saying

0 comments
Add a short interpretation or memory

A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.

Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.

No listener comments on Ataque Lírico (Foda-se o Estado) yet.