José Claudio Machado
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A Boa Vista do Peão de Tropa

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Lyrics

A Boa Vista do Peão de Tropa

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Nos rincões da minha querência, arrabaleira conforme a vontade

Me serve um mate, pampa minha, nesta vidinha que me destes

Antes que embeste a novilhada pra o mundo alheio das porteiras

Saúdo a poeira destas crinas que me arrocinam sujeitando

E, da garupa do cavalo, faço um regalo à ventania

Que, na poesia destas léguas, tomo por rédeas e conselhos

Chamo no freio a coisa braba, o tempo é feio, mas que importa?

Quando se engorda na invernada, não falta nada

Pra quem baba de focinho levantado e mais curioso

A fim de ir pra estância do passo

Na direção de casa, costeando o arvoredo

O meu desespero porfia com a tropa

Fazendo o que gosta ao sul de mim mesmo

E todo o bem que havia maneado ao destino

Divide caminho com a rês que amadrinha

O rio que eu não via, mimando de sede

A minha saudade

Na função dos meus afazeres, rememorados conforme a manada

Vou ressabiando afeito a fadiga as horas mingas de sossego

Talvez melhore durante a sesteada, sou por demais igual a campanha

Tamanha a alma de horizontes, ali, defronte aos cinamomos

Já não habita a teimosia, atropelando o meu rodeio

Quando me aguento no forcejo pra erguer no laço os caídos

Não me lastimo, nem receio, vou pelo meio do sinuelo

Tocando manso os mais ariscos só pelo vício

De, por quartos, cuidar do gado, rondando o Baio que amanuceio

A fim de ir pra estância do passo

Na direção de casa, costeando o arvoredo

O meu desespero porfia com a tropa

Fazendo o que gosta ao sul de mim mesmo

E todo o bem que havia maneado ao destino

Divide caminho com a rês que amadrinha

O rio que eu não via, mimando de sede

A minha saudade, a nossa saudade, a nossa saudade

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