Juliana Franco
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Samba Cadente

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Lyrics

Samba Cadente

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Meu samba é uma estrela cadente e não tem brilho falso, não!

É pedra de toque, é o corte profundo do surdo nas mãos

É lavra de beira de rio, é rede saindo na beira do mar

É vento de noite de frio, é filho menino que está pra chegar

É tempo de o pensamento vagar

É tempo de o pensamento vagar

Tecer mais um samba cadente não é rito fácil, não!

Precisa rimar, fantasia, saudade, lamento e inspiração

E a gente catando palavras soltas pelo ar

Lembrando encontros da vida, memórias da mesa de um bar

Um lenço, um conhaque, a caneta falhando

Um brinde à musa é um gole pro Santo

E eu falo de vida e de morte, eu falo de sorte em prol do refrão

Revivo o amor já perdido ou aquele surgido na ocasião

Solfejo a cadência da dor a qualquer amigo

Publico a tristeza do fim pra Deus e o infinito

Impeço o tempo passar (êh!)

Com ginga, com graça, elegância e sentimento

Por que todo amor é semente

Meu canto é um samba poente

Carrega a tristeza da gente pra lá

Porque todo canto é um presente

E a vida é uma samba dolente

Que gente não pode deixar de cantar

Meu samba é uma estrela cadente que desce contente e só para nas mãos

É livre, arredio e sofrido, carente e tingido pela escuridão

Resiste com fé e beleza, persegue a certeza do recomeçar

Invade um amanhã de esperança, ainda é criança e só saber voar

É tempo de o pensamento vagar

É tempo de o pensamento vagar

Meu samba é um tanto insolente, é água corrente, penetra no chão

Espalha grandeza com viço, não tem compromisso com o sim nem o não

Lamento de dor de outrora, tristeza é senhora, não posso negar

É força de povo valente, amor que se sente, não dá pra explicar

Um lenço, um conhaque, a caneta falhando

Um brinde à musa é um gole pro Santo

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