Kaleb César
Lyric guide

Fúria

Read Fúria lyrics by Kaleb César on LyroVerse, with linked artist context and related song paths.

Kaleb César visibility1 visits Video on page
person Curated by Ethan Walker LyroVerse team
Reference snapshot

The page facts to cite before the commentary

Use this page for the lyric text, linked artist context, and any LyroVerse editor's note attached to the song. Listener comments remain user-generated and should not be treated as the primary source.

Page type: lyric reference Artist: Kaleb César Canonical path: /kaleb-cesar/furia Related lyric paths: 3 Video embedded: yes
Lyrics

Fúria

The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.

Eu fui forçado a apertar o gatilho

Por cada merda que cês fala na internet

Eu fui forçado a apertar o gatilho

Eu não perdôo pique Beatrix Kiddo

Vo passar cortando jugular de quem tentar ser empecilho

Black pride nas track e segura o rojão

Black Friday? Eu não to a venda, não tem promoção

E cada vez que ocês ouvir meu nome

Eu vou fazer vocês lembrar do Django

Assassinando um escravocata a cada take jão

Cada bala disparada é um grito que ecoa

Cada grito desesperado e a mãe que não perdoa

Cada mãe e a lágrima que a elite quer que escorra

Cada playboy que eu ver na rua agora é mate ou morra

Se passamos dos 27 é milagre

Mais um ano e minha coroa vibra o dia das mães no mês de Maio

Agora me diz, e na Jordão

Quem devolve a alegria em Setembro da família e da mãe do Caio

Mano eu não me esqueci de você

Irmão, ninguém aqui esqueceu de você

As balas nunca vão te silenciar

Te eternizo agora nessa track, sem adeus, é um até já

Lembra da sua velha, preterida e sozinha

Porque a cor da pele dela sempre lhe tirou o valor

Pros boy dizer que relação interracial é linda

E que a miscigenação nasceu fruto do amor

Papo de merda mas comigo não cola

Enquanto tiver Geledés na instrução como instrumento

Adquirir conhecimento é muito fácil

Difícil é discernir sobre o errado com a cabeça que é só merda dentro

Relação com mina clara, é a cura

Como se isso embranquecesse o nosso sangue africano

Uma borracha pra apagar esse estigma que machuca

Enquanto as nossas próprias mães estão lá na solidão faz anos

Até me chamam de extremista e pa (nunca mudou)

Mesma fita, encoberta com um véu muito fino

O futuro repetindo um passado sombrio

Os pior trampo é nosso, e cês juram que eu to mentindo??

É corriqueiro mas se pá, eu que sou vitimista

Talvez sejam daltônicos, só enxergam no negativo

Inverte as cor, um Ford preto, com integrantes brancos

Era aviso educado, antes dos 80 tiro

Vida passando igual flash

Um dejavù dos bons momentos a cada sirene

O coração que parece que vai sair na boca

Eu ainda tenho que ouvir que quem não deve, não teme

Troca a fita porra, que essa já ta repetitiva

Cota não é esmola e o boy não pega visão

Ainda ta pouco imagina se nois vingasse do passado

Não sobrava um de vocês contando história cuzão

Os que me escuta pede luz não tem blefe

Voa moleque, me perseguem, pedem, faz jus à responsa irmão

Eu nas letra sendo obrigado a ensinar respeito

O fã de Bolsonaro, vai dizer que meu som é doutrinação

Então toma esse sacode lírico, não tem perdão

Não tem culpa a Dona Nádia querendo me proteger

Filho, não entra nessas loja se não for comprar

Só depois de muitos anos é que eu fui entender

É que, andando pelas loja

Atraio mais olhares da Prosegur que mina gostosa, isso tá certo?

Se o seguir dos seguranças fosse follow no Insta

Eu tinha mais seguidores do que o Felipe Neto

Querem que nos sintamos iguais, não somos

Boto na conta com a soma, assino e te passo a fatura

Cês evoluíram às custas do meu povo

Pra hoje me dizer que tem que merecer pra viver com fartura

Não!

Eu vou tirar deles cada centavo

E devolver pros nossos tudo em pepita de ouro

Construímos pra eles mais do que os cara merecia

Me diz quando na história devolveram o troco

Então me explica, mas não por uma visão supremacista

Minha taquicardia quando eu vejo um carro da polícia

Nada mudou, nem eles, nem eu, somos fauna, isso é selva

É sabido que um trauma deixa um coração em alerta

Nem é a cor da minha pele não

Muito provavelmente na minha testa ta escrito ladrão né

Tão finge que não ve, que eu finjo não te ouvir

Mas a risada da vingança é do último que ri

Me jogaram bananas pra me ofender

Eu comi todas, prevenindo a cãimbra na luta contra esses bosta tio

Um símio se adapta na penumbra que vos assombra

E ataca silencioso. É só proposta, viu?

O rei da tribo, CÉSAR!

Me coroem de espinhos por tentar salvar os meus na guerra institucional

Macaco não mata macaco!

Nos protejamos entre si, que os inimigos já nos matam, é procedimental

Nos vejamos como integrantes da diáspora arrastados

Forçados, escravizados por avós

Dos netos que hojem dizem que passado é passado

Claro, 500 anos depois e o que restou pra nós?

Tamo no braço e no suor construindo o que é seu

Nossas irmãs do outro lado lavando seus pratos sujos

Acadêmicos ainda são na maioria brancos

Mema bosta, ainda tamo nos tempos de Dom Casmurro

A militância incomoda, observe você mesmo

A importância dos nossos é sangue num pano cetim

Marielle não morreria se não fosse Franca

Nem Martin Luther não era preso se não fosse King

Minha cara na manchete, a Rota comemora

Armado, assassinado, mereceu, mais um pra conta

Sou protegido pelas armas e as roupas de Ogum! Desiste!

Me mato antes só pra não te dar essa honra

Ouvi quando era criança numa festa de rico branco

Não mostra comida é preto, tudo que vê quer comer

Sua própria filha me chamou na sua casa pra comer na sua ausência

E eu comi pra caralho, só não digo o quê

Eu também lembro começou muito cedo e eu num entendia

Sandoval de Azevedo se tornou símbolo de trauma e medo

A racista da professora me humilhando em público

Eu sangue quente olhava fixo pra uma tesoura

O ódio ainda ta vivo, impera, gera os Panteras, era das fera

Reitera e coopera com a natureza da luta

As mão fecha olho no olho reaça amarela, eu lembro

Professora Cleuza, velha filha duma puta

Quick answers

What this page can answer fast

Who performs "Fúria"?

Kaleb César performs "Fúria", and this lyric page sits inside the Kaleb César catalog on LyroVerse.

Are there related songs to explore after "Fúria"?

Yes. The related section below points to Carta de Advertência and Heisenberg with a short reason for opening each page next.

Where can I find more songs by Kaleb César?

Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Kaleb César's lyric pages.

Song Room

Interpretations, questions, and corrections for this song

Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.

Open Song Room
0 followers Selected insights only surface after moderation
Listener comments

What people are saying

0 comments
Add a short interpretation or memory

A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.

Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.

No listener comments on Fúria yet.