Laécio Beethoven
Lyric guide

Ciranda na Tarja Preta

Read Ciranda na Tarja Preta lyrics by Laécio Beethoven on LyroVerse, with linked artist context and related song paths.

Laécio Beethoven visibility0 visits
person Curated by Ethan Walker LyroVerse team
Reference snapshot

The page facts to cite before the commentary

Use this page for the lyric text, linked artist context, and any LyroVerse editor's note attached to the song. Listener comments remain user-generated and should not be treated as the primary source.

Page type: lyric reference Artist: Laécio Beethoven Canonical path: /laecio-beethoven/ciranda-na-tarja-preta Related lyric paths: 6
Lyrics

Ciranda na Tarja Preta

The lyric stays readable and compact here; the note and related paths sit nearby so you do not lose the song while looking for context.

CIRANDA NA TARJA PRETA

Laécio Beethoven

I

Ornato de pintura em borda de;

Traço; manto lutuoso; sucumbir;

Linguagem de censura ou pode ser

Mistério que acoberta o bom porvir.

Depois de o dicionário descrever,

Nenhuma cor viria lhe colorir,

Mantendo tal conceito. Quer dizer:

O preto traz um "quê" dentro de si.

Comum nomenclatura não formal,

Conduz à tarja preta algo imoral.

Impreterivelmente, lembra dor.

Ao perceber, por um dos mil sentidos,

O pensamento logo é conduzido

A imaginar menor, senão, doutor.

II

__ Oh! Rótulo carrasco diretor!

Fartáveis preconceitos e suplício!

Dão-lhe sem ter remorso nem pudor

(...não fosse a caridade de um mau vício...)

A um mero risco tão voraz calor.

Sem chance de defesa dá de início,

Papel protagonista "dublador"

A quem é figurante por ofício.

Pois, de "cronicidade" e de exaustão,

É fácil decorar, com precisão,

Diversos escalões de tolerância.

Seria também lilás feitor perfeito,

Ou antídoto pra mal de preconceito,

Independentemente da arrogância.

III

Neurônios problemáticos, em marcha,

Conhecem a ciranda na questão.

Enquanto o comodismo se relaxa,

Internalizam a interrogação:

Qual timbre e qual largura de uma faixa

Na caixa de um ricaço sem noção?

Teria nesta receita de bolacha

A fórmula do pobre sem razão?

Carece beber chá conquanto desce

O preço na farmácia. Se padece,

A febre da miséria contagia.

Nas dependências tóxicas brutais,

À base das tais "ínas" sufixais,

Que nem penicilina em nevralgia!

IV

Existe um santo amor de cor anil.

A paz serena, verde bandeirada.

A guerra revelou-se avermelhada,

Contrária de amarelo do Brasil.

Há céu, estrela e mar de cor sutil.

Teria, da fome, sombra amarronzada.

À droga, sua pintura desbotada!

Pra o sol, nenhuma cor melhor surgiu.

Ao chão, pra resgatar o seu respeito,

O cinza não será mais tom perfeito.

O musgo vestirá a terra-carvão.

As cores das cidades, com certeza,

Solenemente vão ganhar beleza

Se, em branco, colorar a poluição.

V

Segundo algum provérbio bem antigo,

Deus marca para não perder visão.

Não sendo decompor, definição;

De o verbo peneirar é, pois, abrigo.

A tarja que se molda no perigo,

Também pode exprimir a proteção.

Os rios, da abominável erosão.

Um ninho de canário do inimigo.

Por fim o sim e o não, buscando jeito,

Encontram urupema no conceito.

O luto, por essência é descontente!

Não retratando raça, mas sim cor,

Peneiração da tarja faz tutor

Meu décimo terceiro descendente.

VI

A venda do desdém na face humana,

Cobrindo-lhe nos olhos, reduz a alma.

É causa sim, de choro, não de palma,

Quanto ao não permitir à mente insana

Notar que tem criança em rua "fulana",

Dormindo na calçada (...perco a calma!)

Com cachorros leprosos (...Oh! Que trauma!).

A imagem dessa nata tão tirana

Reflete nas feridas de tais cães.

É mácula de várias gerações,

Como se Deus tivesse tal defeito,

Deixando que fabriquem desses ossos

Escadas pra sonhos e, sem remorsos,

Anulem a conquista do direito.

VII

Direito de ir e vir ou de ficar;

Vantagem de amar e ser amado;

Perdoar e de ser logo desculpado;

De confundir, em vez de detalhar;

Usar da faculdade de pensar;

Dizer seu verso branco, não rimado;

Cantar, mesmo que bem desafinado;

Dançar, embora não possa escutar.

Sentir o sol secando o orvalho frio!

Andar ao longo curso desse rio

Que todos chamam-lhe: verbo viver!

O que não for subir será descida.

Repito sem pudores: Vida é vida!

Algum liberto é doido de morrer?

VIII

A tarja dos escravos foi a corrente.

Foi do indigente o véu da mendicância

E do homem sem moral, sua mortal ânsia.

A flâmula do arco-íris, a da gente.

"__ A raça humana bem mais sorridente!

Os mundos sem terror a toda instância!

Os Deuses em eterna vigilância!

Os sete mares numa só corrente!"

A luz que forma as cores na memória

Acende o "sonho-facho" na história

E nada é mais do que sessar padrão.

A fala se "assenhora" da palavra,

Na trava derradeira. "Abra-cadabra"!

__"A vida não tem contra-indicação!"

Quick answers

What this page can answer fast

Who performs "Ciranda na Tarja Preta"?

Laécio Beethoven performs "Ciranda na Tarja Preta", and this lyric page sits inside the Laécio Beethoven catalog on LyroVerse.

Are there related songs to explore after "Ciranda na Tarja Preta"?

Yes. The related section below points to Forom Fonfom da Sanfona and 14 Bis with a short reason for opening each page next.

Where can I find more songs by Laécio Beethoven?

Use the artist link near the top of the page or the related paths section below to keep moving through Laécio Beethoven's lyric pages.

Song Room

Interpretations, questions, and corrections for this song

Interpretations, questions, memories, and correction notes live together here. The room stays noindex while the best insights are reviewed.

Open Song Room
0 followers Selected insights only surface after moderation
Listener comments

What people are saying

0 comments
Add a short interpretation or memory

A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.

Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.

No listener comments on Ciranda na Tarja Preta yet.