O homem nasce acorrentado no destino
destino negro, sem futuro e sem lugar
lugar aonde possa repousar seu corpo
de tábua podre e envelhecida faz um lar
Somente treva, ignorância e violência
passam à frente desse homem, sem perdão
se vê perdido em meio às avenidas largas
rosto abatido, olho fundo e pés no chão
Chega em casa entristecido e preocupado:
com que dinheiro vai pagar a condução
pra procurar, pelo menos, um emprego
de operário, bóia fria ou "pião" ?
Em todo canto encontra soldados armados
e homens vestidos de colete e paletó
pedindo votos, prometendo melhorias,
e um louco, alegre, expurga o seu suor sem dó
E, assim, aos poucos, sua vida vai passando
já não existe nem futuro e nem lugar
só uma cova, sete palmos, bem profunda,
ou uma grade, um sol quadrado, ao despertar
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