RAPadura Xique-Chico
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A Peleja de Xique Chico

A Peleja de Xique Chico lyrics by RAPadura Xique-Chico. O mundo se acaba pensando no eu Todos se esbarram mas nunca se falam Tá tudo ao contrário! Diabos que...

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Lyrics

A Peleja de Xique Chico

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O mundo se acaba pensando no eu

Todos se esbarram mas nunca se falam

Tá tudo ao contrário!

Diabos que matam em nome de Deus

E os deuses se calam pois só intercalam

Prólogos e não diálogos, monólogos entre ateus

Ninguém mais acredita em nada

Só se encaixam em catálogos

Filósofos, Apóstolos, sou como Orfeu

Sigo domando animais selvagens entre os judeus

Querem o topo a bebedeira dou um chá amargo

No show ensaio sobre a cegueira Dom Saramago

Teus holofotes são fracos como tuas estrelas

Só por que minha luz tá acesa

Por nada eles me apagam

Pois vim de gens, de gênios contenho a gênesis

Neguei os bens, o oxigênio no frenesi

Quanto aos poréns, extremos fundi terrenos

Marte entra em Vênus sexo pleno

Deu vida a Nêmesis

Não nego o fruto do pecado me nego ao aborto

Pois engravido folhas virgens em cada esboço

Assumo e assino o filho que nasce em cada gozo

Pai presente o texto todo

Todo meu esforço é pouco

Querem matar a criação multiplicar os órfãos

Catequizar as almas e escravizar os corpos

Após a carcaça o governo

Rouba os nossos órgãos

Seja bem-vindo a sociedade

Onde os poetas são mortos

Mesmo estando vivos isso é tenso

A consequência

É um vício denso

A consciência

Existo e penso

A persistência

É a ciência intensa

E a resistencia

Vence o ofício extenso

O povo fica preso pelos seus tentáculos

Na ponta do iceberg

E o mundo queima em magmas

Esse é o espetáculo!

A peleja de Xique Chico

Com a desumanidade

Os homens se tornaram máquinas

Nasci pra vencer

Os meus próprios demônios além de épocas

Morri pra viver

Espírito empírico numa batalha épica

Sofri pra entender

Que o ego mata mais que a arma

Mata a alma

Enquanto tudo aqui se acaba

O mundo tão cheio de sí não consegue se ver

A visão de Zé Limeira sobre os séculos

Espectros cibernéticos matam células

As pragas são celulares e eletrodomésticos

Por isso incrédulos só acreditam e cédulas

E amores se tornam impossíveis

Insustentáveis

Incompreensíveis

Insuportáveis

Se traem no divórcio

Inacessíveis

Tão descartáveis

Incompatíveis

Vendados e vendáveis se atraem no ócio

Por isso tudo aqui vira negócio

Nascimento e óbito tudo em cartório

Escritório

Casório

Velório

O lucro é notório nesse sanatório

Onde eu moro tudo parece comum

Assassinos bem mais que amigos são sócios

Brumadinho e Mariana só tramas insanas

Vidas na lama, o que vale é a grana

E por mais que a grave

O fonograma do drama

Não toca em canto nenhum

Preciso ser Franco como Marielle

Rasgar o papel branco

Como a escuridão que repele

Meu sangue não estanca

Tudo que querem arrancar minha pele

Sou gangsta rap quando me expresso

Aperto o rec e atiro!

Por isso que me perseguem

E me querem de greve

Enquanto discutem se é trap ou boom bap

Eu vou pro enfrentamento

Téte a Téte

E não serei breve matam nossas mulheres

E abafam na net

Marionetes de Black Mirror

Seres humanos se matam pra ter o poder!

Congela toda a matéria a ilusão dessa era

É uma mera forma de corromper

Não perco meu tempo parado

Não vejo TV

Me transformo em quimera

Queimo toda besta fera

Na esfera bolhas vão se romper

Com seus reféns de bens e seus Oráculos

Os obstáculos são cálculos e paradoxos

É um espetáculo!

A peleja de Xique Chico

Com a desumanidade

Os homens se tornaram tóxicos!

Nasci pra vencer

Os meus próprios demônios além de épocas

Morri pra viver

Espírito empírico numa batalha épica

Sofri pra entender

Que o ego mata mais que a arma

Mata a alma

Enquanto tudo aqui se acaba

O mundo tão cheio de sí não consegue se ver

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