Mundo Segundo
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Reino de Tragédia

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Lyrics

Reino de Tragédia

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Miúdos crescem onde cresceram os ramos,

Mas não chegaram aos frutos com os dois braços esticados

E outros seguem onde morrem soldados

Quando forem adultos vão haver mais frutos do que braços

Que lhes peguem, homens rondam florestas, sítios protegidos

Jovens voltam de festas com animais vestidos

Enquanto o fumo forma nuvens parecidas com as outras

E chovem gotas de ácido que deviam ter sido só gotas

Glaciares degelam, acordos congelam,

Quem é que disse que é por ti que zelam?

Dúvidas predominam, enquanto imaginam respostas

É com perguntas que te ensinam.

Ruas vestem-se de negro em silêncio

A voz da epidemia fora escrita por extenso

Embalem a comida, levem mantimentos,

Deixem o terror tomar posse dos vossos pensamentos.

No reino da tragédia, a fome faz fila de espera

Mas quem espera desespera pelo dia de amanhã

(??) gira a esfera nas mãos da fera que gera

A cratera de miséria severa, férias em

No reino da tragédia não há filmes de comédia

Não há livros escolares ou cursos de multimédia

Não há roupa de marca nem roupeiro na barraca

Nem banheiro nem chuveiro quando a pele desidrata

O hospital é maca de fabrico artesanal

Não existem empregos, logo o salário é virtual

Luxúria impensável, a água não é potável

Refeições sem horas, a fome torna-se armazenável

Vírus e bactérias, juntos não tiram férias

Bloqueando o organismo, entupindo as artérias

Não existem esgotos, tão pouco canalização

Não existem esforços em prol da população

Políticos são vistos como clubes de futebol

Toda a gente veste a rigor, boné, bandeira e cachecol

Após as eleições, a tragédia está de volta

(???) a cruz à rua acompanhada por escolta

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