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50 Tons de Sangue

50 Tons de Sangue lyrics by MV Bill. Quando a noite cai A pista é dominada, o arrego já foi pago, o bonde sai De armas em punho ostentando o poder De forma...

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Lyrics

50 Tons de Sangue

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Quando a noite cai

A pista é dominada, o arrego já foi pago, o bonde sai

De armas em punho ostentando o poder

De forma bandeirosa pra todo mundo saber

Que eles não fugiram

Que eles não saíram

Ficaram escaldados com os boatos que surgiram

Que outra facção tava pronta pra invadir

Cercando a porra toda sem deixar ninguém sair

Fodeu, a guerra vai rolar

Quem tava de modinha agora vai ter que fechar

Distribuição de arma e munição

A vida vale menos que cada fuzil na mão

De moleque, de garoto, juventude

Sem propósito de guerra, mas sobrando atitude

Crime contra o crime, guerra pior do que

Contra aquele que usa a farda e oprime

Comunidade no meio

Acuada, escaldada, com o toque que veio

Que vão invadir com um bonde pesadão

Muita disposição

Ódio no coração, primo matando irmão

Geral de sangue quente, mas a guerra é fria

Os alemão vão invadindo e expulsando os cria

Esculachando e humilhando quem tiver pela frente

Aterrorizando o trabalhador que é inocente

Que não tenho porra nenhuma com isso

Só quer chegar em casa depois do compromisso

Depara com a nova facção no comando

Dando tiro pro alto e barbarizando

Uns tentam correr, mas tá tudo cercado

A bala tá comendo e o patrão baleado

Guerra de facção é batalha sem lei

Quem entra como dono quer o trono de rei

Eles vão avançado, a bala voando

Aumenta o número de mortos, aumenta o número de corpos

Tudo mal, ak-47 na mão de moleque dá medo em geral

Só por ser de outra favela é normal

Gente parecida brincando de homicida

Entrada é triunfal e desonrosa é a saída

De quem correr, leva tiro nas costas e morre

Cabeça estourada, alta precisão

Mas um corpo estendido no chão

Mesmo sangue, mesma cor, mesma mãe

Outra facção, sem respeito pelo irmão, pela irmã

Boko haram, dispostos a morrer pelo clã

Talibã, exército juvenil

Tem de 8, tem de 13, tem de 12, tem de 9 portando fuzil

Atirando pra matar tirando algumas vidas

E botando algumas outras pra vazar

Numa disputa pela lama, pela grama, pela grana

Pelo lixo, pelo nada

Faz os perdedores se baterem em retirada

Saldo negativo, poucos ficaram vivo

Tiveram que correr pra não morrer

Quem ficou pra trás levou pá-pum , não levanta mais

Favela chora, facção comemorando

A impressão que fica é de família se matando

Todos da mesma raça, vários da mesma cor

Todos do mesmo jeito, sem espaço pro amor

Só a raiva que consome cada moleque

Fumando um beck, click-clack, timba-teck

Dado tiro pro alto de traçante

Jeito de comemorar quem ganha em guerra de traficante

Assumindo os pontos de venda de cocaína

Na laje dos outros só pra ver de cima movimentação

Da favela que agora tá na mão de outra facção

Vejo sangue no chão, quem vence comemora

Comunidade chora, a guerra ainda rola

E o bagulho tá doidão

Tranquilidade não está garantida

Na guerra do crime, vida paga com a vida

Invasão de território quem se fode é a gente

No fogo cruzado morre como inocente

Diversos calibre dão o tom da madruga

No tribunal do crime que condena e julga

Medo da facção que está no momento

Que passa fogo fácil sem nenhum sentimento

O dia amanhecendo, de volta a rotina

Rio de Janeiro, cidade da cocaína

Bala perdida, vida fodida

Mais um disparo, menos uma vida

Só mais um na estatística

Que vira número antes do exame de balística

Novos soldados a favela virou

Pouco sobrou, olha só o que restou

Escola sem aula, comércio fechado

Morador acuado, tudo dominado

Outra facção assumindo os pontos de venda

São negócios, aumentos de renda

Vários fuzis: M-16, AK-47, 762. 30

Aquela que derruba aeronave, sabe?

Então não tá nada suave e o bagulho é grave

Sem policia, sem perícia

Provável que essa porra nem vire notícia

Comunidade dominada por outra gangue

Mudança de comando em 50 tons de sangue

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