Nasci onde eu não posso ver o mar
O meu instinto de bandido que fez eu não me entregar
Nos lugares onde eu ando sempre chego pra somar
Pra conseguir o meu espaço sei que vou ter que batalhar
Trabalhar! Nunca foi meu forte
Sem trampar, aturar patrão vacilão de sorte
Nasci de família pobre, das paredes sem reboque
O abuso de autoridade me deixa em choque
Vim da periferia, com muita rebeldia
Porém com alegria, pois lá me sinto bem
É lá que eu faço os corres, que eu tenho a minha honra
Pedindo a proteção de Deus na minha ronda
Tem que ter fé, horar e vigiar
O mundo dá voltas e ele vai virar
Quem me esnobou vai ter que pagar
Por que um bom malandro é difícil de achar
Eu sou do rap e represento isso!
Eu fecho com a rataria, dos bucha eu ainda me vingo
Eles Notam seu pisante , o seu possante
Sua rotina, sua família sua gangue
Chamam de traficante o favelado elegante
Que porta os diamantes sem flagrante.
Sem flagrante, descendo voado a ladeira
Não recua sente a curva que adrena ta na veia
É o rap que incendeia, o grave bate forte
Meu irmão com Deus me guia pra eu não contar com a sorte
Sem transporte com governo ineficaz
Derrubando o sangue do meu povo já não aguento mais
Tanta covardia, um dia eu prospero, de cabeça erguida
Vou construindo o meu castelo.
Não amarelo, a vida cobra sério
Hoje eu sou rimador, não sou do poder paralelo
Te juro... que eu não quero, faço um som e me liberto
Represento os correria, pela selva de concreto
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