Oriente
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Vagabundo Também Ama/ Vida Longa Mundo Pequeno (pot-pourri)

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Lyrics

Vagabundo Também Ama/ Vida Longa Mundo Pequeno (pot-pourri)

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Você é colorida e eu sou preto e branco

Você dá uma corrida e eu dou mais um catranco

Você gosta do caminho do meio, eu chego e fico de canto

Você curtindo o recreio, eu de novo aula matando

Você fazendo oferenda, eu vivo roubando do santo

Eu não curto finais felizes, você com eles fica em pranto

Meu anjo, minha companheira

Te presenteio com o mundo inteiro

Mermo que eu não precise de tanto

Você vai de temaki, salmão e cream cheese

Eu vou de todos os pratos, e um punhado de hash

Você com quase nada tem o suficiente pra crise

Eu sou estourado, mal-humorado

E mermo assim sou take it easy

Você é aurora, eu sou fim de tarde (fim de tarde)

Você é agora, eu sou um pouco mais tarde

Você é correria, na hora da alvorada

Eu sou preguiça, faço história nas madrugada

Você é Paris, gata, eu sou Bangkok

Você sempre feliz e eu sempre multilock

Você ceramida, anti frizz, eu quase com dreadlock

Você Grande Rio, Imperatriz, eu 69 Woodstock

Você like a G6, eu rock das antiga

Você prática e determinada, eu evito a fadiga

Você deitada, canga, sol, eu altinha, ganja, trilha

Você quer ver minha vó, eu fujo do almoço em família

Você se irrita facin, eu sempre quem boto pilha

Eu de Cuba Libre, gin, você Absolut Vanilia

Você é amor eterno, lembrança pra vida inteira

Eu sou romance de verão, sou brisa leve passageira

Você é bom senso, eu sou impulso mal pensado

Você é alvo no futuro e eu méritos do passado

Você sorri o dia inteiro, eu metade mal-humorado

Você é tipo papel machê, eu sou tipo um papel pardo

Você é yang eu sou yin, você é início eu sou fim

Você é tudo pra mim, você baixinha, eu magrin

Eu falo muito então, você fala muito enfim

Você pede uma massagem, e eu peço um carin

Você admira as estrelas, eu escuto a natureza

Você feliz de nascença, eu numa eterna tristeza

Eu tento entender o mundo e você admira a beleza

Você vem de meu amor e eu vou de minha princesa

Você é aurora, eu sou fim de tarde (fim de tarde)

Você é agora, eu sou um pouco mais tarde

Você é correria, na hora da alvorada

Eu sou preguiça, faço história nas madrugada

Você é Nova Iorque, gata eu sou Tijuana

Você de Farm Shop, eu de chinelo Havaiana

Você night hip hop, eu de eletro na praiana

Você é uma peça top, eu guerreiro protejo a dama

Você reclama a toa, eu quero ficar de boa

Você vem pro meu quarto e o nosso tempo quase voa

Eu te desejo, tu me deseja, você de suco eu de cerveja

Eu de Playboy você de Veja, eu sou o bolo você a cereja

Você me beija eu te beijo, entramos em comunhão

Eu seguro seu cabelo, você me olha com tesão

A gente mantêm a distância, precisamos um do outro

Segredos e mistérios, conexões do nosso corpo

Aí é só eu e você

Aquele sonzin clichê

De um CD meu da Sade

Que horas são? Vai saber

Deixa o relógio correr

Todo dia é de lazer

Daqui a pouco o sol vai nascer

Nossa noite do prazer

Quer gritar, eu quero bater

Quer beijar eu quero morder

Foda-se o mundo lá fora, é eu você e o colchão

Vem de nariz empinado pra comer na minha mão

Te faço chegar no ponto, protagonistas da nossa trama

Na pista discreta e ponto, flutua como uma dama

Mas se solta na hora certa quando deita na minha cama

Nessas horas que afirmo, vagabundo também ama!

'Té mais

Espero o tempo rolar

Mesmo tempo que eu esperei pra gente se enrolar

Tu deitada a me olhar, minha barba por fazer

Lembra as mancadas que eu dei

De novo tenta adormecer

Deitados, abraçados pleno verão, muito calor

Jazz baixin no computador, se funde ao som do ventilador

E tu me sussurrou, te amo

Eu respondo também, mas na sequência eu me levanto

Sento na rede, aperto um ret

Tu reclama que eu fumo demais

Mas no fim das contas gosta da energia que a planta me traz

Faz, meu humor que é vulnerável, parecer mais maleável

Porque eu mal-humorado sei que sou insuportável

Sei que sou carregado

Por energias sangue-sugas

Que fumam meus cigarros que queimam

Sozinho no cinzeiro e me fazem sair na madruga

Tacando fogo no puteiro, com cachaça ou piloto de fuga

Eu falo de várias mudanças, mas no final nada muda

Sou malandro, e minhas filosofias são contraditórias

Às vezes me entrego, te explicando alguma outra história

O vento que me carrega, é o vento que bate agora

Ventos fortes me abalaram, mas me reestruturei outrora

Nova aurora, vento novo, nado contra a corrente

Ou só atravesso o rio, deságuo em qualquer fluente

Vou a favor da corrente, se a direção for a mesma

São energias diferentes, mas a direção é a mesma

Eu sou yin, você é yang, tu é alma, eu sou sangue

E nossa hora vai ser outra, não adianta bater cabeça

Minhas promessas não foram falsas, talvez precipitadas

Mas você olha nos meus olhos e vê que não é caôzada

Todo carnaval tem seu fim em cinzas, você sabe

Mas nas cinzas como a ave

Onde o nosso amor renasce

Isso não é uma desculpa, nem menos explicação

Isso é uma carta de amor, quem escreveu foi o coração

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar

Mas deixa o tempo falar, 'to precisando voar

Tu sabe que eu vou voltar, aguarde o tempo que dá

Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar

Mas deixa o tempo falar, vou me perder pra me achar

Num garanto nem voltar, talvez passe pra te buscar

Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

Em outra encarnação, não vou fazer que seja nessa

Propósito inflexível, segue o fluxo, isso sem pressa

Meu olhar pra outras mina, é superfície

Teu cheiro, teu sorriso é maior que disse me disse

A vida transborda o tempo todo tire seus aprendizados

Não destrua o futuro por problemas do passado

Odeio despedidas

Não consigo só assisti-la

Sua presença é sentida, coração vibra, tu desfila

Você chora, o humor oscila, se mutila

Eu me afogo em uísque, você no chá de camomila

Minha plenitude é um catavento no olho do furacão

E no começo do amor, tudo era confirmação

O tempo que passou? Esquece, esse tempo já era

Espera que o corte é fundo, mas com o tempo regenera

Quem arruma problema, de problema se alimenta

No game homem e mulher na falta de um, tu inventa

Quem procura acha, e quem pede é atendido

Então saiba onde procurar, e selecione os seus pedidos

Na cama a gente se entende, só a gente sabe né

Na pista mãozinha dada, na cama é homem e mulher

Tu se solta, olha meus olhos, e fica no meu comando

Tu incorpora uma cigana, e eu com naipe de malandro

Quando eu sentir saudades de todos os momentos nossos

Vou pensar em te ligar, mas vou te achar em outros corpos

Outros copos, outras áreas, outros planos, outros mundos

Coração de malandro, olhar safado vagabundo

Minha mente e minha loucura foi o que fez 'cê querer vir

E essa mesma loucura, que fez tu querer partir

Melhor mesmo tu ir agora, antes que eu seja rude

Até mais minha princesa, ainda tá escrito maktub

E o magrin se emociona, porque me dói te libertar

Mas tu não ia conseguir me acompanhar

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar

Mais deixa o tempo falar, tô precisando voar

Tu sabe que eu vou voltar, aguarde o tempo que dá

Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

Quando diz que me ama, vejo brilho no seu olhar

Mais deixa o tempo falar vo me perder pra me achar

Num garanto nem voltar talvez passe pra te buscar

Vida longa, mundo pequeno, a gente ainda vai se encontrar

Maktub

Particípio passado do verbo Kitab

É uma a expressão característica do fatalismo muçulmano

Maktub significa estava escrito, ou melhor, tinha que acontecer

Essa expressiva palavra dita nos momentos de dor ou angustia

Não é um brado de revolta contra o destino

Mas sim, a reafirmação do espírito completamente resignado diante dos desígnios da vida

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