Pulei do catre aticei logo o braseiro
Peguei a erva pra cevar meu chimarrão
Atirei logo um charquesito sobre as brasas
Merece vaza a dura sina de peão
Tenho a semana pra lidar de ponta a ponta
O sol desponta me acenando campo a fora
É só aprontes de apetrechos e arreios
Que masco o freio cortando tudo de espora
Tenho paixão pelo pampa
Tenho paixão em cantá-lo
Tenho sabiás na garganta
O relinchar de cavalos
Ouvidos de quero-quero
E o canto de rubros galos.
Tenhos tropilhas desfraldadas, compostura
Uma querência idolatrada no meu peito
Conservo o sangue do passado com ternura
E ânsias futuras desquinadas a preceito
E quando a noite emponcha a indiada campeira
Prosa faceira junto ao pé do braseiro
Sinto no sangue a seiva verde das raízes
Nos cantos livres dos cantores galponeiros.
Refrão
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