Com o vagar da sombra na lonjura
Que a tarde entorna sobre o descampado,
A distância prolonga-se e perdura
Para além deste tempo limitado.
Vem de longe o aroma a terra pura
Repetir as lavoiras do passado
E eu sou a mais estranha criatura
Sobre a terra que sonha o céu estrelado.
O poente põe luzes na cidade,
Mas a cidade nem sequer supõe
A luz dolente que o poente encerra.
Nada me sei, todo me sinto e há-de
Ser sempre assim que o sol quando se põe
Me põe a mim a prolongar a terra.
A strong comment here is specific: the phrase you keep hearing, the mood you come back for, or the reason this song stays in rotation.
Sign in to post the first listener note. Reporting stays open to everyone.