Meu amor, que Deus nos guarde
Pois confesso, tenho medo
Sou fadista, venho tarde
E tu queres que eu venha cedo
Chego tarde, meu amor
Mas sabes que é bem pior
Quando não posso cantar
Para chegar cedo, não canto
E apesar de te querer tanto
Nada tenho para te dar
Por mais que ameaces não me esperar
Por mais que de perder-te eu tenha medo
Canto o fado e sempre hei-de chegar
Para ti tarde demais, para mim cedo
Não vou para outra mulher
Como estás sempre a acusar-me
Vou cantar onde puder
Enquanto o fado me der
O que nem tu podes dar-me
Acaba co’as tuas queixas
Pois está fora de questão
Ou te deixo ou tu me deixas
Deixar o fado é que não
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