Projeto [F2L]
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Ao meu Redor

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Lyrics

Ao meu Redor

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Cada vez que eu paro e observo algo pior

E cada vez que eu olho vejo muita merda ao meu redor

Eu vejo a frente do meu tempo mas não compreendo

E quando eu tento não entendo porque ainda estou cedendo

O que importa de agora em diante é que eu sinta minha vida como a nova chance

Não tão distante e até talvez errante quem é que me fode se eu peço a revanche?

Cante f2l se levante é nova era anunciada

Mais um novo tempo de tentativas renovadas

Quem sabe se uma dia dá certo quem sabe eu desperto e acordo pra vida

Quem sabe até você encontre a verdade que está escondida

Me diga, porque eu pareço ser o único a esperar pelo melhor

Se eu sei que os outros não acreditam então não sei qual o pior

Prefiro manter-me por cima, fazer minha parte através do meu som

Porque esse é meu legado eu não me importo se não achar bom

Não fico parado esperando uma oportunidade

Preciso manter, amadurecer é tão difícil nessa cidade

Porque se for aprender na rua as coisas são complicadas

A vida te pega de surpresa todas as portas ficam fechadas

O tempo inteiro até que você aprenda a pular o muro e fugir disso tudo

Hoje em dia já não me iludo

Cada vez que eu paro e observo algo pior

E cada vez que eu olho vejo muita merda ao meu redor

Eu vejo a frente do meu tempo mas não compreendo

E quando eu tento não entendo porque ainda estou cedendo

Como num filme de gangues de violência perdi minha adolescência vendo

Mas tudo que vi na minha frente até agora não compreendo

Entendo, que é tão difícil seguir o caminho do meio

Mas sem receio, meu devaneio é tão real que eu vejo o ambiente feio

A minha volta eu vejo uma cidade em contraste o tempo todo

Não importa quem é você, te passam o rodo

Te jogam no esgoto é o fim do jogo sua vida acaba de acabar

Rio de janeiro você não perde por esperar

Filhos do paraíso aqueles que vivem no meio da selva de asfalto e concreto

Nenhuma regra é respeitada, a lei do silêncio é o único decreto

E é melhor ficar na atividade

Eu sei o que eu tô falando não sou nenhum santo aos vinte de idade

Nessa cidade é que eu vivo entre o morro e o asfalto desde criança

Me falam da paz, mas ela é só uma lembrança, da esperança

A maioria da minha idade não pensa o mesmo que eu

Será que o destino me escolheu o será que o futuro é que me fudeu

Eu? um anjo caído vivendo no inferno do mundo real

Aqui as águas de março chegam em janeiro mas param no carnaval

E na quarta de cinzas não se ouve mais um sussuro

O rio de janeiro continua lindo o povo desse rio continua burro

Porque olho pra essa vida e vejo a mesma distorcida

Quantas memórias perdidas quantos tantos becos sem saída

Tantas perguntas que ecoam por lugares onde nunca percorri

Então quem é que vai me ajudar se um dia eu quiser fugir daqui

Apenas me responda quem pode me responder

E eu quero ver quem vai dizer quem é o próximo a perder

Eu tenho uma interrogação e eu quero que alguém responda

Quem é que vai se importar se um belo dia eu for pego na ronda

Apontado com a ponta do cano direto no crânio justiça de ferro

Já não me importa, não te importa o que me importa é que eu me ferro

Se não tiver sorte e porte de armas e habilidades especiais

É melhor me preparar pra guerra se eu quiser achar a paz

Cada vez que eu paro e observo algo pior

E cada vez que eu olho vejo muita merda ao meu redor

Eu vejo a frente do meu tempo mas não compreendo

E quando eu tento não entendo porque ainda estou cedendo

(eu não consigo entender porque ainda tô cedendo a essa porra toda,

Rio de janeiro, violência, banalidade, futilidade o tempo inteiro nessa porcaria

Hipocrisia... sobra merda e falta esperança!)

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