Quininho de Valente
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Cordel do Alicrope

Cordel do Alicrope lyrics by Quininho de Valente. Acontece que isturdia Eu, matuto do lameiro Tabaréu caatingueiro Saí pra roça caçar Vesti as carças Minhas...

Quininho de Valente visibility28 visits Video on page
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Lyrics

Cordel do Alicrope

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Acontece que isturdia

Eu, matuto do lameiro

Tabaréu caatingueiro

Saí pra roça caçar

Vesti as carças

Minhas butinas zeradas

Só três anos de comprada

Que faz pena inté gastar

Levei marmita, um facão, a cartucheira

Vesti também as perneira

Pras cobras num me morder

Passei na casa do cumpade seu Ufrazo

Um mateiro dos danado

Num dá tiro pra perder

Fumo pros mato pra mode caçar teiú

Andando sempre pru sul

Mode num desencontrar

Subimo serra, entremo pelas caatinga

No Riacho da Mantinga

É que o causo vêi se passar

Lá pra mei dia, já tava desanimado

Surubi mais o Maiado

Começaram a latir

Me apareceu uma baruêra danada

Pro trás duns pé de quixaba

O maior passo que eu já vi

Gritei: cumpade, ói o tamanho do berrador

Tu que é véi de caçador

Já viu rola de trinta arroba?

E o cumpade com os zói arregalado

Já tava todo mijado

De medo da coisa doida

Era comprida, tinha três ou quatro braças

Com um cabão e uma coraça

E um cataventão enriba

Arredondado, tinha uns quatro zói de vrido

E os pés de dividido

Parecia duas ripas

Oiêi pra trás e num vi mais o cumpade

Só escutei o alarde

Da caatinga se quebrano

O fio da peste correu me deixou só

Sem saber o que era pior

Com aquele bicho me oiano

Aí me deuuma corágem repentina

Passei mão na carabina

E piquei fogo do taco

E acertei no catavento de trás

Que era mais pequeno, mas

O bicho começou rodar

Fez fumaceiro, rodava que nem pião

Se estribuxou no chão

E aquetou os catavento

Daí então foi que aumentou meu susto

O bichão abriu o bucho

E sartou dois home de dento

E me oiaram com umas cara de enraivado

Mesmo eu tendo sarvado

Os cabras daquela fera

Os dois ingratos puxaram foi dois revolve

Eu não sou besta em mole

Passei cebo nas canelas

Atropelei mandacaru e cansanção

Corri que nem um sardão

Enrabado com um menino

Cheguei em casa amarelo de cansado

A mulé me viu lascado

Inda ficou foi surrino

Minha mulé, é mulé esclaricida

Já viu tudo nessa vida

Foi inté em Sarvador

Aí então contei o causo todo pra ela

Ela ficou assombrada

E deu risada que engasgou

Ela me disse que já viu daquele bicho

Que não é nenhum feitiço

É que nem um artomove

E me falou que eu tava complicado

Pois eu tinha acabado

De matar um alicrope

De matar um alicrope

De matar um alicrope

De matar um alicrope

De matar um alicrope

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