Peço licença senhores
Para esparramar meu canto
E a todo lugar que ande
Exaltar meu pago santo.
Um orgulho que se expande
Com minha guitarra em pranto.
E me tapo de alma grande.
Com o missioneiro manto.
Tem o sangue Guarany
Correndo dentro das veias,
Quem tem raiz por aqui
Não teme parada feia.
Sempre que eu me perdi
Vim me encontrar nesta aldeia
A Sepé sempre segui,
No clarão da lua cheia.
Tenho as franjas do meu pala
Tisnadas de rubra poeira
E um sotaque na fala
Que herdei da missão guerreira.
Tudo que trago na mala
É devoção verdadeira
Por um pago sem iguala
Minha terra missioneira.
Riqueza não me seduz
E nunca tive padrinho.
Se o ferro branco reluz,
Tranço a folha sozinho.
Sou eu quem apaga a luz
Enquanto houver gaita e vinho,
Sou igual ao avestruz
Que nunca abandona o ninho.
Respeito à crença divina
Com fé em nosso senhor,
Mas quando a missa termina
Eu saio a campear amor.
Sei que o olhar de uma china
Sempre procura o cantor,
Se deve a isso minha sina
Guitarreiro e payador.
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