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Placebo

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Lyrics

Placebo

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Mesmo não querendo eu tenho que admitir

Tu foi a melhor coisa que já passou aqui

E como de costume a supernova que me cala o juízo e para toda essa gente

Tão grande que não vi a sombra desse monstro no prédio da frente

Início de manhã, plena segunda e eu saí de mim

Já que não aproveitei a tua dor pra musicar o fim

Tu diz que já não dá pra continuar, você sempre foi a nossa parte racional

E nessa avalanche de saudade me afoguei em um dois três e tu nem fez por mal né?

Eu só quero saber, se ainda quando olha pra Júpiter tu pensa em nós

Eu não quero te ver, a carne é fraca e se eu choro com a foto, é bem pior tua voz

Atira de uma vez, manda pelos ares toda essa agonia que carrego no peito

Mesmo à mercê, ainda faço graça e conto piada de quanto a minha casa cai e desmorona em mil pedaços de estilhaços nessa explosão e minha família ri contigo enquanto eu grito puta que pariu tô em minha pior versão

Não larguem minha mão

(Não, não, não)

Tu usa a minha razão como objeto de estudo

Eu tento argumentar mas meu consciente é mudo

Talvez no final da confusão eu descubra que pra toda ação tem um preço

Por isso já menti pra solidão, enchi a cara, o coração e troquei de endereço

Só com um olhar e teu silêncio meu corpo desiste

Eu não creio em bruxas mas eu sei que cê existe

Assistindo teus vídeos e fingindo que tô bem com essa felicidade de água e sal

E nessa avalanche de saudade me afoguei em um dois três e tu nem fez por mal, né?

Eu só quero saber, se ainda quando olha pra Júpiter tu pensa em nós

Eu não quero te ver, a carne é fraca e se eu choro com a foto, é bem pior tua voz

Atira de uma vez, manda pelos ares toda essa agonia que carrego no peito

Mesmo à mercê, ainda faço graça e conto piada de quanto a minha casa cai e desmorona em mil pedaços de estilhaços nessa explosão e minha família ri contigo enquanto eu grito puta que pariu tô em minha pior versão

Não larguem minha mão

(Não, não, não)

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